Raquel terá até o final da próxima semana para decidir se pede ao TSE cassação de Temer

Raquel terá até o final da próxima semana para decidir se pede ao TSE cassação de Temer

Conforme antecipado pelo Broadcast Político, o acórdão do julgamento da chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer foi publicado nesta quarta-feira (12), abrindo prazo para as partes se manifestarem

Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

12 Setembro 2018 | 21h40

Raquel Dodge, procuradora-geral da República. FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

BRASÍLIA – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, terá até o final da próxima semana para decidir se vai entrar com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a cassação do presidente Michel Temer (MDB). Conforme antecipado pelo Broadcast Político, o acórdão do julgamento da chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer foi publicado nesta quarta-feira (12), abrindo prazo para as partes se manifestarem.

Em junho de 2017, o TSE decidiu por 4 a 3 rejeitar a cassação da chapa. Com a publicação do acórdão, será aberto prazo de três dias para o PSDB (que entrou com a ação contra a chapa Dilma-Temer) decidir se entra com recurso ou não para reverter a determinação do tribunal.

Segundo o Broadcast Político apurou, o PSDB não deve recorrer. Depois disso, o Ministério Público Eleitoral (MPE) deverá ser intimado e terá até o final da próxima semana para definir sua posição.

Na época de Rodrigo Janot, o MPE pediu a cassação de Temer e defendeu a inelegibilidade apenas de Dilma.

Procurada pela reportagem, a Procuradoria-Geral da República (PGR) disse que “não antecipa a atuação em procedimentos judicializados” e que “atualizações no caso serão manifestas nos autos”.

TROCAS. De junho de 2017 para cá, o TSE passou por uma série de mudanças na sua composição titular: o relator do processo da chapa Dilma-Temer, Herman Benjamin, deixou o tribunal, assim como os ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes e Napoleão Nunes. Fux e Herman votaram pela cassação da chapa; Gilmar e Napoleão, contra.

Dentro do tribunal, a avaliação é a de que as chances de uma reviravolta no caso são mínimas. Isso porque o mandato de Temer já se aproxima do fim, e o País já enfrenta turbulências demais em meio à incerteza das próximas eleições. Segundo um integrante do TSE, “ninguém mais quer cassar o Temer”.