Raquel pede ‘entrega imediata’ ao Paraguai de assassino da filha de Raúl Cubas

Raquel pede ‘entrega imediata’ ao Paraguai de assassino da filha de Raúl Cubas

Em manifestação ao Supremo, procuradora-geral pede prosseguimento da extradição de Lorenzo Gonzalez Martinez, acusado de participar do sequestro e morte de Cecília Mariana Cubas Gusinky, em 2005

Pepita Ortega

12 de junho de 2019 | 09h14

Cecília Mariana Cubas, filha do ex-presidente paraguaio Raúl Cubas. Foto: Reuters / files / str

A procuradora-geral, Raquel Dodge, manifestou-se pelo prosseguimento da extradição de Lorenzo Gonzalez Martinez e sua ‘entrega imediata’ ao Paraguai. Ele é acusado de participar do sequestro e homicídio de Cecília Mariana Cubas Gusinky, filha do ex-presidente paraguaio Raúl Cubas Grau, em 2005.

A extradição de Martinez e de outro acusado pelos crimes, Oscar Luis Benitez, já havia sido autorizada pelo Supremo em 13 de novembro do ano passado, seguindo o posicionamento da PGR.

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria.

O processo estava sobrestado, aguardando análise do pedido de refúgio interposto pelo extraditando. A decisão definitiva do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que negou o pedido de refúgio, foi publicada recentemente.

Na manifestação, além de requerer a entrega do extraditando ao país de origem, a Procuradoria propõe o envio de ofício ao Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), informando as providências necessárias, ‘uma vez que o refúgio foi definitivamente negado pelo governo brasileiro’.

O caso

Em setembro de 2004, Oscar Luis Benitez e Lorenzo Gonzalez Martinez, com mais quatro pessoas, a bordo de um automóvel, bloquearam a passagem do carro conduzido por Cecília Mariana Cubas Gusinky, sequestraram-na e, por diversos meses, ligaram para a família e amigos da vítima exigindo pagamento do resgate.
Mesmo após a entrega da quantia exigida, em fevereiro de 2005, o corpo da vítima foi localizado em imóvel da cidade de Nemby, dentro de uma fossa.