Raquel pede depoimento de coronel que chamou Rosa de ‘corrupta’

Raquel pede depoimento de coronel que chamou Rosa de ‘corrupta’

Em vídeo ele ameaça a ministra caso sejam aceitas as ações contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, por caixa 2 e abuso de poder econômico

Redação

25 de outubro de 2018 | 09h00

Raquel Dodge. FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO

Ao requerer a instauração de inquérito sobre ameaças à ministra Rosa Weber, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu audiência com o coronel Carlos Alves, que aparece em vídeo proferindo ofensas contra a presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Documento

As informações foram divulgadas pela PGR.

Em vídeo ele ameaça a ministra caso sejam aceitas as ações contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, por caixa 2 e abuso de poder econômico.

No documento, a PGR cita que a Segunda Turma do STF aprovou, por unanimidade, representação para adoção das providências cabíveis, na esfera criminal.

Para Raquel Dodge, a manifestação feita no vídeo, que tem a duração de 28m59s, “contém graves ofensas à honra da ministra Rosa Weber, imputando-lhe tanto fatos definidos, em tese, quanto conduta criminosa, além de difamar-lhe a reputação, mediante imputação de fatos extremamente ofensivos”.

Além de graves acusações aos integrantes do TSE e do STF, há manifestações que podem ser consideradas crime contra a honra do ministro Ricardo Lewandowski, “mediante falsa imputação de conduta criminosa e de fato ofensivo à sua reputação”. Eventuais ofensas a outros integrantes da Corte também deverão ser objeto de análise a partir da transcrição integral do vídeo.

Diante da gravidade dos fatos, Raquel Dodge requer a imediata instauração de inquérito policial para apuração, inicialmente, dos crimes de calúnia, difamação, injúria e ameaça, além de outros. A PGR solicitou, ainda, a identificação, qualificação e oitiva do autor do vídeo.

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