Raquel não quer alvos da Registro Espúrio em liberdade

Raquel não quer alvos da Registro Espúrio em liberdade

Somente a respeito de um dos presos na operação que mira fraudes no Ministério do Trabalho a procuradora-geral opinou pelo cárcere em regime domiciliar

Amanda Pupo e Breno Pires/BRASÍLIA

15 Junho 2018 | 18h42

Raquel Dodge. FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO

BRASÍLIA – A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mantenha prisões preventivas determinadas na Operação Registro Espúrio, por entender que as provas colhidas durante os mandados de busca e apreensão reforçam a necessidade do encarceramento dos investigados, apurou o Broadcast Político. Somente sobre um dos presos, a lobista Veruska Peixoto da Silva, a PGR opinou a substituição pela prisão domiciliar, pelo fato da investigada ter um filho menor de 12 anos.

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Esse posicionamento consta do parecer enviado em resposta a Fachin, que pediu a opinião da procuradoria sobre cinco pedidos de liberdade de presos preventivos. O documento ainda não está disponível no sistema do Supremo. O ministro decretou, ao final de maio, a prisão preventiva de sete pessoas na operação, que investiga suposta organização criminosa formada por políticos, lobistas, dirigentes de sindicatos e funcionários públicos que atuavam na negociação para liberar registro sindical pelo Ministério do Trabalho.

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Além de Veruska, foram alvos de prisão preventiva o ex-secretário de Relações do Trabalho Carlos Cavalcante Lacerda, a ex-chefe da divisão de Registro Sindical no MTE, Renata Frias Pimentel, o ex-chefe de Gabinete da Secretaria de Relações do Trabalho no MTE, Renato Araujo Junior, o coordenador-geral de Registro Sindical, Leonardo Cabral Dias, o ex-secretário executivo do Ministério do Trabalho, Leonardo José Arantes, e o ex-diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Rogério Papalardo Arantes e Jéssica Mattos Capeletti.

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Novas buscas. Endereços da deputada federal Cristiane Brasil (PTB) foram alvo de busca e apreensão na segunda fase da Operação Registro Espúrio, nesta terça-feira, 12. No pedido que baseou a nova fase da operação, a PF apontou que a deputada, mesmo tendo sido vetada pela justiça de assumir o Ministério do Trabalho, passou a ter um “posto de comando” na Secretaria de Relações do Trabalho, ‘com evidentes indícios de manipulação e direcionamento de processos de registro sindical’.

Na primeira fase da Registro Espúrio, foram alvos de busca e apreensão o gabinete de três parlamentares – Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB).