Raquel e Petrobrás concordam que dinheiro do acordo bilionário da Lava Jato pode ir para a educação

Raquel e Petrobrás concordam que dinheiro do acordo bilionário da Lava Jato pode ir para a educação

Procuradora-geral e presidente da estatal Roberto Castello Branco se encontraram nesta quarta, 10, e discutiram medidas para garantir que o valor pago pela empresa como parte do acordo com os EUA seja aplicado no Brasil e 'em atendimento ao interesse público'

Redação

10 de abril de 2019 | 18h21

FOTO: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO

Em reunião nesta quarta, 10, a procuradora-geral, Raquel Dodge, reiterou ao presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, o entendimento de que a estatal foi vítima do esquema criminoso investigado no âmbito da Operação Lava Jato. A informação consta de manifestação enviada nesta terça, 9, ao Supremo.

Na reunião, segundo a Secretaria de Comunicação Social da PGR, também foram discutidas medidas a serem adotadas para garantir que o valor pago (R$ 2,5 bilhões) pela empresa como parte do acordo firmado com autoridades dos EUA seja aplicado no Brasil e ‘em atendimento ao interesse público’.

Tanto Raquel quanto Castello Branco entendem ser possível que parte dos recursos seja destinada a programas da área de educação.

Participaram da reunião a secretária da Função Penal Originária no Supremo Tribunal Federal, Raquel Branquinho, e integrantes da assessoria jurídica da Petrobrás.

Para cumprir a exigência do acordo – segundo o qual os valores não podem beneficiar de forma direta ou indireta a estatal – a proposta é que o montante seja alocado em rubricas orçamentárias carimbadas, com destinação previamente estabelecida.

Quanto à execução do orçamento, o entendimento é o de que competirá também ao Tribunal de Contas da União ‘fiscalizar a correta aplicação da verba’.