Raquel concorda com PF para esticar inquérito dos Portos por 15 dias

Raquel concorda com PF para esticar inquérito dos Portos por 15 dias

Em manifestação ao Supremo, procuradora-geral defende prorrogação do prazo da investigação que cerca Temer

Rafael Moraes Moura e Amanda Pupo / BRASÍLIA

17 de setembro de 2018 | 20h07

Raquel Dodge. FOTO:DIDA SAMPAIO/ESTADAO

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, enviou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 17, em que concorda com a prorrogação por 15 dias das apurações do inquérito dos Portos, que investiga o presidente Michel Temer. A prorrogação foi solicitada pela Polícia Federal.

Agora cabe ao ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso, decidir sobre o prazo. A opinião da PGR foi pedida pelo ministro no último dia 11.

Esta é a quarta vez que a PF pede a prorrogação da apuração. A terceira (e mais recente) prorrogação do prazo foi concedida em agosto por Barroso.

O inquérito apura se empresas que atuam no Porto de Santos, como a Rodrimar e o Grupo Libra, foram beneficiadas por medidas que atingiram o setor portuário.

Inicialmente, as investigações miravam, além de Temer, Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), ex-assessor do presidente e ex-deputado federal, Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar.

Ao longo da apuração, entraram também na mira o amigo do presidente, João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, e executivos do Grupo Libra. Todos negam envolvimento em irregularidades.

Quando a PF pediu mais 15 dias para as apurações, a Rodrimar informou que “que a própria PF já concluiu em relatório de março, enviado ao STF, que não foi beneficiada pelo decreto dos portos”.

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