R$ 8,5 milhões!

R$ 8,5 milhões!

Ministério Público do Rio terminou a contagem da dinheirama encontrada em endereço do tenente-coronel PM Edmar Santos, ex-secretário da Saúde do governo Wilson Witzel, preso nesta sexta-feira, 10, por suspeita de ligação com esquema de desvios na pandemia; além de uma bolada em reais (R$ 7 milhões), foram apreendidos dólares, euros e libras

Redação

11 de julho de 2020 | 15h28

Valores apreendidos pelo Ministério Público do Rio em endereços ligados a ex-secretário de Witzel. Foto: Ministério Público

O Ministério Público do Rio apreendeu cerca de R$ 8,5 milhões na segunda fase da Operação Mercadores do Caos, que mira desvios de verbas de saúde do Rio para o combate do novo coronavírus. Do total, R$ 7 milhões estavam em reais e o restante em dólares, euros e libras esterlinas. A Promotoria apreendeu os valores em endereço ligado ao ex-secretário de saúde do Rio, Edmar Santos, e a contagem só foi concluída na madrugada deste sábado, 11.

Em nota, o MP informou que contou com auxílio do Banco do Brasil, que emprestou máquinas de conta cédulas e colocou à disposição agência com funcionário além do horário limite. A unidade do banco fica ao lado da sede da Promotoria, o que teria facilitado o transporte e a segurança da quantia apreendida.

Edmar Santos, ex-secretário de Saúde do Estado na gestão de Wilson Witzel (PSC), é acusado de liderar um esquema de desvio de recursos em compras para atender a emergência da covid-19. Ele foi exonerado no mês de maio, em meio às denúncias de fraudes.

prisão do ex-secretário tem caráter preventivo e foi decretada pelo juízo da 1ª Vara Criminal Especializada da capital, assim como as buscas e o arresto de bens e valores até o valor R$ 36.922.920,00, equivalente aos recursos públicos que teriam sido desviados em três contratos fraudados para aquisição de equipamentos médicos.

Em denúncia à Justiça, o MP alegou que, mesmo depois de deixar o cargo, Santos mantinha influência na secretaria e que, em liberdade, poderia dificultar o rastreamento das verbas públicas desviadas, destruir provas e ameaçar testemunhas.

Edmar, que é tenente-coronel da PM do Rio, foi levado ao Batalhão Especial Prisional (BEP) da corporação.

 

 

 

 

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