Questionado sobre Lula, Moro devolve: ‘Quem defende os inocentes Cabral, Cunha e Duque?’

Questionado sobre Lula, Moro devolve: ‘Quem defende os inocentes Cabral, Cunha e Duque?’

Ministro da Justiça e Segurança Pública está falando desde 14h desta terça, 2, na Comissão de Constituição e Justiça sobre mensagens atribuídas a ele e a procuradores da Lava Jato publicadas por site

Luiz Vassallo

02 de julho de 2019 | 18h32

Reprodução/TV Câmara

Indagado sobre nulidades em processos do ex-presidente Lula, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou: “É de se perguntar, realmente, Quem defende então Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Renato Duque, todos esses inocentes que teriam sido condenados segundo esse site de notícias”.

“Sobre anulação de casos do ex-presidente. Nós precisamos de defensores então dessas pessoas para defender que elas sejam imediatamente colocadas em liberdade já que foram condenados pelos malvados procuradores da Operação Lava Jato, os desonestos policiais, e o juiz parcial”, questionou.

O ministro ainda afirmou ser vítima de ‘revanchismo’. “Eu tenho certeza de que se durante a condução da Operação Lava Jato eu tivesse me omitido, deixado a corrupção florescer, virado os olhos para o outro lado, eu não sofreria esses ataques como sofro atualmente. Eu tenho certeza de que não aconteceria”.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, participa nesta terça, 2, de uma audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados para falar sobre o vazamento de supostas conversas entre ele e o procurador Deltan Dallagnol.

As conversas divulgadas pelo site The Intercept Brasil teriam acontecido quando Moro ainda atuava como juiz federal em Curitiba. Por causa delas, Moro tem sido alvo de críticas por sua conduta na Operação Lava Jato. No mês passado, ele prestou esclarecimentos sobre o caso no Senado.

Moro não reconhece a autenticidade das mensagens e diz ter sido vítima de um crime praticado por hackers. Ele diz não ver ilegalidades nos trechos divulgados até agora. No domingo, 30, atos em defesa de Moro aconteceram no País. “Minha opinião informal é que alguém está por trás dessas informações e o objetivo principal é invalidar decisões da Lava Jato e impedir novas investigações”.

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