Quem se ama, ama ao próximo e valoriza a vida

Quem se ama, ama ao próximo e valoriza a vida

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio*

09 de maio de 2021 | 07h15

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio. FOTO: DIVULGAÇÃO

Imunidade de rebanho para um país com mais de 213 milhões de seres humanos. Imunidade de rebanho sem que sequer 17% da população estivesse vacinada. Propagação de medicamentos comprovadamente ineficazes contra o vírus. Descaso com vacinas, com uso de máscara, com isolamento social. Uso reiterado do nome do Papai do Céu em vão.

Se olharmos a história da humanidade perceberemos que zombar do Papai do Céu não é uma boa ideia. A síntese dos 10 mandamentos, a Lei Moral do Papai do Céu, é praticar o Amor; amar ao Papai do Céu de todo o coração, de todo o entendimento, de toda a força, e amar ao próximo como a si mesmo. Os demais mandamentos decorrem do Amor. É uma Lei de Amor, não de ódio.

Não matarás também é preservar, conservar, proteger, defender a vida. Quando se trata de representar seus concidadãos, seus compatriotas, como ocorre com cargos públicos para o exercício de mandatos eletivos (vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores, presidente da República), a responsabilidade é tremendamente maior.

Àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão. Quem se interessa por cargos públicos para o exercício de mandatos eletivos tem que estar consciente de que seu propósito é servir. O bom servir, que respeita o direito à vida e a dignidade da pessoa humana. Papai do Céu é amor (1João 4:8). O oposto do Amor é ódio.

Falar sobre o Papai do Céu, sobre Jesus, sobre a Lei Moral, sobre os 10 mandamentos, e não praticar, é imoral, é transgressão da Lei do Papai do Céu, e não é algo muito inteligente de se fazer, tendo em vista que, diferente da justiça humana, a divina é íntegra. O que dizer então do seguinte mandamento: Não roubarás.

A moral é o cerne da Lei do Papai do Céu e da Pátria, conforme lembrou o saudoso compatriota Ulysses Guimarães. Disse ele: “A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune tomba nas mãos de demagogos, que, a pretexto de salvá-la, a tiranizam. Não roubar, não deixar roubar, por na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública”.

Seria bom que Jesus desembarcasse no Brasil para ver e ouvir do coração de quem exerce cargo político com mandato eletivo, sobretudo nesse período de pandemia, as verdadeiras motivações para atitudes, comportamentos, condutas, decisões tomadas, e assim sondar os corações das lideranças da República para verificar se estão praticando os mandamentos do Papai do Céu, a Lei do Amor.

Papai do Céu combina com amor, com moralidade, com retidão, com integridade, com transparência, com verdade. Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido. A luz do sol, graças ao Papai do Céu, continua sendo o melhor desinfetante.

*Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio, advogado

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