‘Quem não deve não teme’, diz deputado preso no Rio

‘Quem não deve não teme’, diz deputado preso no Rio

André Correa (DEM), alvo da Operação Furna da Onça, deflagrada nesta quinta, 8, pela Polícia Federal, afirma que mantém sua candidatura à presidência da Assembléia fluminense

Roberta Pennafort/RIO

08 Novembro 2018 | 11h41

André Correa. Foto: Luis Gustavo Soares/Alerj

Um dos deputados presos nesta quinta-feira, 8, na Operação Furna da Onça, da Polícia Federal, André Correa (DEM) chegou por volta das 10h20 à sede da PF, no centro do Rio, e, se dirigindo a jornalistas que estavam no saguão, disse que “quem não deve não teme”.

“Quero dizer publicamente que mantenho minha candidatura à presidência da Alerj. Confio na Justiça do meu País, do meu Estado e na Justiça divina. Estou tão tranquilo que vim sem advogado”, afirmou Correa, contra quem foi expedido mandado de prisão preventiva. Ele foi reeleito para a Alerj.

A operação é focada na investigação de participação de deputados estaduais em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual. Também tiveram a prisão decretada Edson Albertassi (MDB), nova ordem de prisão), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Jorge Picciani (MDB, nova prisão, continuando em domiciliar), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante), Marcus Vinícius “Neskau” (PTB) e Paulo Melo (MDB, nova prisão). Outras doze pessoas também são alvo.

Os parlamentares teriam votado em sessões da Alerj em troca de ‘mensalinho‘ nos governos Sergio Cabral (2007-2014) e até hoje. O dinheiro da propina resultava do sobrepreço de contratos públicos estaduais e também federais.

A reportagem está tentando contato com os citados. O espaço está aberto manifestação.