‘Quem manda sou eu’, diz Bolsonaro ao sugerir que novo chefe da PF no Rio seria delegado de Manaus

‘Quem manda sou eu’, diz Bolsonaro ao sugerir que novo chefe da PF no Rio seria delegado de Manaus

Presidente afirmou que 'ficou sabendo' que quem assumirá a superintendência da corporação no Rio será o chefe da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Silva Saraiva

Daniel Weterman e Mariana Haubert / BRASÍLIA

16 de agosto de 2019 | 11h05

Presidente Jair Bolsonaro. FOTO: MARCOS CORRÊA/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta sexta, 16, que ‘ficou sabendo’ que quem assumirá a chefia da Polícia Federal no Rio de Janeiro será o chefe da PF no Amazonas, Alexandre Silva Saraiva. A afirmação vem um dia depois de a Polícia Federal divulgar que o superintendente da corporação em Pernambuco, Carlos Henrique Oliveira Sousa, é quem substituiria o chefe da PF no Rio, Ricardo Saadi.

Na manhã desta quinta, 15, Bolsonaro antecipou a saída de Saadi do comando da PF no Rio alegando que a mudança seria por ‘produtividade’, ‘problemas na superintendência’ e por ‘um sentimento’.

Reportagem do Estadão/Broadcast antecipou que o substituto do delegado seria o atual superintendente em Pernambuco, Carlos Henrique Oliveira Sousa.

Em nota divulgada na tarde de quinta, 15, a Polícia Federal confirmou Sousa como novo chefe da PF no Rio e contrariou a declaração do presidente, indicando que a saída de Saadi não tem qualquer relação com desempenho.

A mudança já vinha sendo trabalhada, mas o anúncio do presidente da República na manhã de ontem foi uma surpresa, uma vez que a definição dos superintendentes regionais é de responsabilidade apenas do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. O órgão é vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, chefiado por Sergio Moro.

Ao comentar na manhã desta sexta, 16, sobre nome do próximo chefe da Polícia Federal no Rio, o presidente afirmou, sem esclarecer a quem se referia: “Está pré acertado que seria lá o de Manaus”.

O chefe da PF no Amazonas, Alexandre Silva Saraiva, seria próximo dos filhos do presidente.

“O que eu fiquei sabendo… Se ele resolver mudar, vai ter que falar comigo. Quem manda sou eu… deixar bem claro”, afirmou Bolsonaro. “Eu dou liberdade para os ministros todos. Mas quem manda sou eu”, reforçou.

Questionado na manhã desta sexta, 16, se havia partido dele mesmo a decisão, Bolsonaro afirmou apenas que ‘não interessa o motivo’.

“Pergunta para o [ministro da Justiça, Sergio] Moro. Já estava há três, quatro meses para sair o cara de lá. Quando vão nomear alguém, falam comigo. Eu tenho poder de veto ou vou ser um presidente banana agora, cada um faz o que bem entende e tudo bem? Não.”

Bolsonaro também afirmou que Saadi ‘vai produzir melhor em outro lugar’ e disse que não questionou a ‘falta de produtividade’ do delegado. “Eu falei sobre produtividade e não falta de produtividade”, disse.

Receita

O presidente antecipou, na manhã de ontem, a informação da saída do enquanto respondia a uma pergunta sobre modificações na Receita Federal.

“Todos os ministérios são passíveis de mudança. Eu vou mudar, por exemplo, o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Motivo: é questão de produtividade”, afirmou o presidente.
Na manhã, desta sexta, Bolsonaro afirmou que se tiver que mudanças na Receita, fará.

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