Que teta era essa?

Que teta era essa?

Jorge Pontes*

22 de outubro de 2018 | 10h39

Jorge Pontes. FOTO: Arquivo Pessoal

Marina Silva em 2014 foi detonada da liderança das eleições presidenciais depois de uma raid de fake news promovida pela campanha criminosa da petista Dilma Rousseff. Não observei nenhuma classe se levantando para defender Marina. Pelo contrário, assistiram calados a candidata ser varrida por um enxame de calúnias jogadas nas redes sociais pelo PT.

Hoje pela manhã me deparo com vídeos gravados por dezenas de pessoas, todas indignadas com as pretensas fake news que teriam sido espalhadas para denegrir o PT e o seu candidato.

Aí eu pergunto: e precisa mesmo lançar mão de fake news pra desmoralizar o PT? Já não haveria bastante “true news” consolidadas por sentenças judiciais, posturas de seus integrantes e reportagens abalizadas da imprensa, todas fartamente conhecidas pela população e rodando nas redes sociais?

Outra coisa, por que esse desespero de certas classes ao perceber que a dinastia petista no poder poderá ser interrompida? Por que se descabelar tanto? Estamos nos deparando apenas com algo que se chama ALTERNÂNCIA NO PODER, que é fundamental e extremamente salutar para a democracia. Simples assim.

A Operação Lava Jato alavancou um processo importante e necessário de renovação na política, e isso merece ser muito comemorado. Estamos no meio desse processo. Parece que teremos um presidente cuja assunção ao Planalto interromperá o que seriam 20 anos de um só grupo político no poder.

Esse desespero de algumas classes com a possibilidade da eleição de alguém “de fora”, me faz perguntar afinal de contas o que essas pessoas tanto ganhavam com o PT no poder? Não existe o Brasil sem PT ou sem esquerda? Que teta era essa que não pode ser largada de jeito nenhum?

E, afinal, o que elas tanto temem com a entrada de um outro grupo político no poder? O que pode ser descoberto nesse novo governo que aflige tanto essa gente?

*Jorge Pontes é delegado de Polícia Federal e ex-diretor da Interpol

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