Quando o novo precisa do antigo. E o antigo precisa do novo

Quando o novo precisa do antigo. E o antigo precisa do novo

Cassio Grinberg*

01 de maio de 2019 | 14h40

Cassio Grinberg. FOTO: DIVULGAÇÃO

O antigo precisa do novo tanto quanto o novo precisa do antigo. O Airbnb, no fim das contas, acabou com a indústria hoteleira?

Tenho visto, aqui em Israel, como o antigo pode impulsionar o novo. Bebendo dos ensinamentos decorrentes de uma imersão na Universidade Hebraica de Jerusalém, fundada por Albert Einstein e Sigmund Freud e hoje com professores como Yuval Harari, entendi como o que conta é a abertura para desaprender: diante do novo, sempre seremos antigos. A diferença está na nossa habilidade de entender que o novo não nos destrói, e sim pode abrir mercados. Inclusive para nós mesmos.

Em Israel, por outro lado, visualizamos que que timing é muito mais importante que funding, e inclusive que a própria ideia em si: o país (de 9 milhões de pessoas) tem mais de 6 mil StartUps, e 70% delas já lançaram produtos. Sabem que agir vem antes de reagir. Algo que o próprio passado ensinou.

O ecossistema, de outro lado, se alimenta do princípio do “Chutzpah”, termo em iídiche (antiga língua dos guetos) cuja melhor tradução é “ousadia”: o israelense diz o que pensa, faz o que precisa e não leva um “não” como resposta. Aprendeu que é útil estar alerta.

Talvez no final das contas devêssemos entender que usar a atenção para conectar passado e futuro é a única forma de não sermos pegos de surpresa, sem timing até mesmo para reagir.

*Cassio Grinberg é sócio da Grinberg Consulting

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