Quando 1 Barusco corresponde a 100 milhões, temos um outro quadro, diz Gilmar Mendes

Quando 1 Barusco corresponde a 100 milhões, temos um outro quadro, diz Gilmar Mendes

Ministro do STF participou de debate em São Paulo; para ele, números da Lava Jato são estratosféricos

Julia Affonso e Ana Fernandes

23 Novembro 2015 | 13h52

Gilmar Mendes participou de debate em São Paulo. Foto: Julia Affonso/Estadão

Gilmar Mendes participou de debate em São Paulo. Foto: Julia Affonso/Estadão

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou nesta segunda-feira, 23, que os números de corrupção da Operação Lava Jato são ‘estratosféricos’. O magistrado participa de debate no Lide (Grupo de Líderes Empresarias), em São Paulo, e destacou que quando o tribunal avaliou o caso do mensalão, aquele era considerado o maior caso de corrupção da história do País.

Gilmar Mendes considera que o julgamento do processo do Mensalão foi ‘extremamente importante’ para a Lava Jato ter sucesso. O ministro citou o caso do ex-gerente executivo da Petrobrás Pedro Barusco, que confessou ter recebido propinas do esquema de corrupção instalado na estatal e investigado pela Lava Jato. Um dos delatores da Lava Jato, Barusco devolveu US$ 96 milhões em propina.

“As investigações que agora se desenvolvem seriam impensáveis se nós não tivéssemos aquele julgamento do Mensalão”, afirmou. “Depois surge o Petrolão, os números são estratosféricos, quando 1 Barusco corresponde a 100 milhões nos temos um outro quadro.”

Mendes afirmou também que a Lava Jato tem sucesso até o momento por ter uma força-tarefa dedicada a isso e um juiz – Sérgio Moro.

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