Qual a importância de ações voltadas para o autocuidado no meio empresarial

Qual a importância de ações voltadas para o autocuidado no meio empresarial

Danyelle Van Straten*

10 de janeiro de 2021 | 04h30

Danyelle Van Straten. FOTO: DIVULGAÇÃO

A pandemia do Covid-19 mudou completamente os planos das pessoas em todo o mundo em 2020. O ano atípico mexeu com as estruturas da economia, da educação, das empresas, da saúde e do bem-estar das pessoas.

O resultado disso? As prioridades tornaram-se outras. O que nos dá indícios que neste 2021 tudo será diferente.

Para as empresas, a pandemia do novo Coronavírus trouxe mudanças significativas, antecipando tendências que vinham sendo gradativamente implantadas, como o home office e a seleção de profissionais em uma comunicação mediada por computador, totalmente online.

Neste momento, as organizações que estão acompanhando tais tendências evidenciam, também, a importância do bem-estar corporativo, do cuidado consigo e com o outro. Está mais que claro, que as empresas precisam se adaptar e se reestruturar para atender as novas demandas do mercado, que vão muito mais de encontro com as competências humanas, do que com as capacidades técnicas do indivíduo.

Quem está antenado ao que acontece nesta seara já deve ter ouvido falar em soft skills: são as habilidades subjetivas das pessoas, que estão ligadas à inteligência emocional de cada uma delas. No que se refere às habilidades profissionais, a tendência atual de grandes empresas é apostar em soft skills.

O cuidado com as pessoas e com suas necessidades passou a ser observado como um aspecto fundamental para o desenvolvimento das empresas. Dentro deste contexto, as organizações estão priorizando habilidades comportamentais, muitas vezes, mais do que as técnicas (hard skills), que podem ser ensinadas e aprendidas.

Para entender é simples: comunicação eficaz, escuta ativa, empatia, ética, criatividade e liderança, são exemplos de soft skills que o mercado vem buscando nos candidatos.

No mercado, em diferentes setores encontramos exemplos de empresas que sempre tiveram como missão o cuidado com o outro como uma prioridade. Quando pensamos em franquias, esses cases podem ser encontrados, por exemplo, dentro do segmento de beleza, saúde e bem-estar, em que o cuidado com as pessoas é fundamental para a prestação de um serviço de qualidade, onde o cliente se sinta único e suas necessidades sejam atendidas de maneira individual e personalizada.

Essas características fortalecem o relacionamento entre consumidor e empresa e fidelizam. São tão importantes, que que posso aponta-las, como um dos diversos fatores que fizeram com que o mercado de franquias se recuperasse com mais rapidez do período pós-isolamento social, onde as empresas tiveram que manter suas portas fechadas.

Temos exemplos de redes de franquias do setor que acompanhando as mudanças do mercado, para o ano de 2021 estão buscando se tornar cada vez mais plurais e mostrar o quanto é importante o cuidado com todos os seus públicos. A ideia é fortalecer relações, fidelizar clientes e acompanhar a mudança dos hábitos das pessoas, provando o quanto o bem-estar pode ser transformador, principalmente em momentos de crise, como o que passamos com a chegada da pandemia. Essas iniciativas estão sendo cruciais para que o segmento de saúde, beleza e bem-estar siga alavancando a recuperação do setor com bons resultados como como apontou o balanço feito em julho 2020 pela ABF – Associação Brasileira de Franchising.

O mundo mudou e é necessário que as marcas também mudem. As pessoas estão mais atentas, optando por produtos e serviços de empresas que mantenham o propósito genuíno de cumprir seu papel, de forma coerente, sustentável e humanizada, acompanhando o seu dia a dia e a sua rotina.

Em um ano onde empresários de diferentes nichos no mercado buscaram novos caminhos para se encontrar a grande estratégia para o mundo corporativo é olhar para o próximo e fazer com que ele se sinta importante e único.

*Danyelle Van Straten, fundadora da Depyl Action e diretora da ABF Minas Gerais

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