Quais as vantagens de diversificar a carteira e como fazer isso da melhor maneira?

Quais as vantagens de diversificar a carteira e como fazer isso da melhor maneira?

Isaías Lopes*

04 de março de 2021 | 04h00

Isaías Lopes. FOTO: DIVULGAÇÃO

Com o mercado financeiro abalado pela crise, investir em 2021 exige mais do que avaliar as condições de mercado.  É preciso analisar fatores que ajudam a ter proteção e mais rentabilidade. Nesse caso, a diversificação de carteira se destaca como uma excelente opção.

Essa estratégia é composta por um grupo de investimentos com comportamentos distintos em uma condição de mercado. Enquanto um sofre uma queda, o outro pode passar por uma valorização no mesmo cenário. Porém, não se trata de apenas investir de modo aleatório, é preciso evitar a pulverização ou falsa diversificação, para isso é fundamental conhecer o comportamento de cada um deles e como se relacionam.

Dessa maneira, é possível compor uma carteira com risco equilibrado. Assim, há menos chances de você sofrer grandes perdas. Confira quatro dicas para construir um portfólio rentável e seguro!

  1. Avalie as oportunidades do mercado– esteja ciente das possibilidades. Vale entender as opções de produtos financeiros disponíveis, entre renda fixa e renda variável. Como por exemplo, os Fundos de Investimento, em que cada investidor adquire cotas e passa a ter o direito de participar dos resultados do fundo. Ou, os de Ações que aportam a maior parte dos recursos nesses ativos, enquanto os Imobiliários investem no mercado de imóveis.

Mas, quando o objetivo é diversificar, os Fundos Multimercados se destacam, já que apresentam abordagem mista e alocam recursos em diversas possibilidades da renda fixa e/ou da renda variável. Além disso, há os chamados Fundos Quant que são, normalmente, Multimercados ou de Ações em que a gestão é feita por meio da tecnologia com base em algoritmos. Isso significa que a tomada de decisão utiliza estratégias testadas e comprovadas em busca de resultados ainda melhores.

  1. Entenda a correlação dos investimentos– uma positiva se dá quando as alternativas se comportam da mesma maneira ou de forma parecida. É o caso de um Certificado de Depósito Bancário (CDB) pós-fixado e do Tesouro Selic. Apesar de serem distintos, sofrem perdas quando a taxa de juros cai e se valorizam com a sua ampliação. Já uma correlação negativa, indica que os investimentos fazem movimentos opostos. É o caso do Tesouro Selic e das Ações. Quando a taxa de juros cai, o título público perde rentabilidade. No entanto, no momento que a bolsa sofre uma alta — e as Ações sobem. Uma diversificação adequada acontece ao escolher investimentos que tenham correlação negativa. Nesse sentido, os Fundos Quant são interessantes, pois tendem a apresentar comportamento diferente aos demais fundos.

  1. Conheça o seu perfil e os seus objetivos– o perfil de investidor aponta a sua tolerância ao risco e indica se você é mais conservador, moderado ou arrojado. Já os objetivos de curto, médio e longo prazo ajudam a definir a necessidade de liquidez e as expectativas de resgate do dinheiro. Ambos são pontos importantes para a tomada de decisão e devem ser muito bem avaliados.

  1. Faça uma escolha personalizada– se você tiver um perfil mais conservador e/ou objetivos de curto prazo, faz sentido alocar uma proporção maior em investimentos seguros e com boa liquidez. Por outro lado, se quiser rentabilizar e/ou ter ganhos no longo prazo, pode ser interessante correr um pouco mais de riscos. As escolhas devem ser balanceadas com investimentos descorrelacionados, o que isso ajuda a concluir a diversificação com sucesso.

Adotando essa estratégia é mais fácil equilibrar os resultados, investir de forma mais segura e até potencializar o desempenho da sua carteira.

*Isaías Lopes, CIO e cofundador da Pandhora

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