Quadro Negro mira 29 empresários por desvios em obras de escolas do Paraná

Quadro Negro mira 29 empresários por desvios em obras de escolas do Paraná

Sexta etapa da operação, deflagrada nesta quarta, 7, cumpre 32 mandados de busca e apreensão também contra dois ex-servidores públicos; em março, ex-governador Beto Richa (PSDB) foi preso na quarta fase da investigação

Pepita Ortega

07 de agosto de 2019 | 13h28

Operação Quadro Negro apura supostos desvios de R$ 22 milhões em obras de escolas estaduais. Foto: Pixabay/@Wokandapix

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público do Paraná, deflagrou nesta quarta, 7, a sexta fase da Operação Quadro Negro, que apura supostos desvios de R$ 22 milhões, por meio de aditivos contratuais, em obras de construção e ampliação de escolas estaduais. A nova etapa da investigação mira 22 empresas que mantiveram contratos com o Estado.

Em março, a quarta fase da Quadro Negro, prendeu preventivamente o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), sob suspeita de obstrução de Justiça, corrupção, fraude à licitação e organização criminosa.

Richa nega enfaticamente ligação com esquema de desvios de recursos de obras da educação em seu governo.

Nesta quarta, 7, no âmbito da sexta fase da Operação Quadro Negro, agentes cumprem 32 mandados de busca e apreensão nas cidades de Curitiba, Campo Largo, Cascavel e Castro.

Os agentes apreendem celulares, computadores, documentos e valores. Foto: MP-PR/Reprodução

As ordens judiciais foram expedidas pela 9.ª Vara Criminal de Curitiba, a pedido do Ministério Público.

As buscas têm como alvo endereços residenciais de 29 empresários e de dois ex-servidores públicos.

Os agentes apreendem celulares, computadores, documentos e valores.

Os agentes apreendem celulares, computadores, documentos e valores. Foto: MP-PR/Reprodução

A Quadro Negro foi iniciada em agosto de 2015 para investigar crimes de corrupção ativa, peculato e desvios de verbas públicas no âmbito da Secretaria de Estado da Educação (Seed), especificamente por meio da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude), entre os anos de 2012 e 2015.

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