Propósito: por todos e pelo longo prazo

Propósito: por todos e pelo longo prazo

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio*

04 de setembro de 2019 | 04h45

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio. FOTO: DIVULGAÇÃO

No início, tudo é intenção. Até que se pratica. É um processo. Exige foco e disciplina. Expansão de consciência e de mentalidade. Com melhores propósitos e com lucro. Melhores pessoas, sociedades, empresas e democracias. Empresas (de capital aberto e fechado) são partes essenciais no processo.

Certeza e confiança são energias que movem clientes a investirem seus recursos em agentes fiduciários. Estes analisam e decidem em quais empresas alocar o capital de seus clientes, que são os “donos das empresas” (dependendo da quantidade de capital alocado).

Segurança, eficiência e bem-estar. Três resultados que clientes de agentes fiduciários objetivam experimentar ao final do processo. O alinhamento da estratégia das empresas que recebem esse capital é essencial para a satisfação das expectativas dos “donos das empresas”.

Maximizar retornos a curto prazo é comportamento disfuncional em processos de construção de sistemas de longo prazo, desejados e esperados por clientes de agentes fiduciários e sociedades. Esse comportamento é incentivado pelo aumento da volatilidade, efeito de um ambiente financeiro em final de ciclo.

O processo de reversão da frustração da população (causado pela não solução de problemas sociais, econômicos e ambientais) passa pelo resgate das democracias, das instituições. Empresas de capital aberto e fechado são elementos essenciais no processo de resgate.

O longo prazo é percebido por clientes de agentes fiduciários e sociedades como mais certeza, mais segurança e mais eficácia de estruturas, processos e resultados. Seus objetivos, para serem alcançados, exigem paciência, propósito, cultura e liderança compatíveis.

A mentalidade de longo prazo de líderes empresariais (percepção de que lucro e propósito são conceitos indissociáveis) é uma das ancoras do processo de resgate de democracias. O cliente, o agente fiduciário, a empresa, o Estado, todas as partes interessadas, devem estar alinhados a essa mentalidade.

A vida acontece na sociedade. Mais lucro e melhores propósitos ajudam no processo de melhoria de sociedades. Resgatar a democracia é resgatar a capacidade de solucionar problemas (políticos, sociais, econômicos, ambientais) e melhorar a qualidade de vida de pessoas.

Os sentimentos das novas gerações influenciam decisões. Se em 2020, US$ 24 trilhões serão transferidos de baby boomers para millennials, a consciência e mentalidade que dirige o processo de percepção, e de decisão, passará a estar concentrado em temas sociais, ambientais e de governança.

A experiência de viver não acontece a cada trimestre, mas sim na soma de um longo período de trimestres. A história, a filosofia e a cultura mostram a importância do diálogo. Ele permite melhores entendimentos quanto ao propósito e a estratégia de empresas. Essenciais para melhores resultados.

Com consciência, exercitando mentalidade ligada aos desejos e expectativas mais elevadas, de clientes de agentes fiduciários e de sociedades, com lucro e propósito, foco e disciplina para resultados de longo prazo, com exemplo e liderança, atravessaremos melhor a turbulência (política, social, econômica e ambiental).

*Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio, sócio da Advocacia L. P. Fazzio

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