Propaganda de Alckmin com tiros não ofende Bolsonaro, decide ministro

Propaganda de Alckmin com tiros não ofende Bolsonaro, decide ministro

Sérgio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral, negou representação do deputado do PSL, candidato à Presidência, contra inserção do tucano que traz o slogan 'Não é na bala que se resolve'

Luiz Vassallo

03 Setembro 2018 | 15h57

Propaganda eleitoral de Alckmin. Foto: Reprodução/PSDB

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Sérgio Silveira Banhos negou representação do deputado Jair Bolsonaro (PSL), candidato à Presidência, contra propaganda do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) ao Palácio do Planalto que traz o slogan ‘Não é na bala que se resolve’.

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Na inserção, projéteis atingem objetos que simbolizam o ‘desemprego’, o ‘analfabetismo’, a ‘fome’ e outros. Na último segundo, uma bala segue em direção à cabeça de uma criança. “Não é na bala que se resolve”, diz a legenda – em uma clara alusão ao discurso do candidato Bolsonaro.

A defesa de Bolsonaro alegou à Corte que a introdução ‘visa atacar diretamente’ o deputado ‘no intuito de desequilibrar a disputa eleitoral, ofendendo a lisura e a moralidade do pleito’.

Dessa forma, pediu a ‘concessão de medida liminar para determinar a suspensão imediata da veiculação na televisão e nas páginas oficias do representado no Facebook e no Twitter da inserção impugnada, até o julgamento final da demanda’.

No entanto, para o ministro Sérgio Silveira Banhos, ‘não se verifica irregularidade capaz de denegrir a imagem’ do deputado.

“A uma porque não houve qualquer referência ao seu nome ou a sua imagem na propaganda eleitoral ora impugnada. A duas porque imagens tidas como ‘impactantes’ como a utilizada na inserção são apresentadas diariamente nos telejornais, uma vez que a violência explícita, lamentavelmente, é uma realidade do país”, anotou.