Promotorias do Rio e de São Paulo miram grupo que fomenta ataques pela deepweeb

Promotorias do Rio e de São Paulo miram grupo que fomenta ataques pela deepweeb

Operação Iluminate cumpre mandados de busca e apreensão e também ordens de prisão nas cidades de São Paulo, Franca e Rio de Janeiro para identificar integrantes de organização criminosa que estimula ódio, especialmente contra minorias e mulheres, em fóruns

Pepita Ortega

07 de janeiro de 2020 | 12h04

Foto: Pixabay

Os Ministérios Públicos de São Paulo e do Rio de Janeiro deflagraram na manhã desta terça, 7, por meio de seus Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, a segunda fase da Operação Iluminate, para identificar integrantes de uma organização criminosa que fomenta ódio e ataques, especialmente contra minorias e mulheres, em fóruns da deepweb. Três pessoas foram presas.

Apoiada pela Polícia Militar dos dois Estados, a ação cumpriu ainda cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo (3), Franca (1) e Rio de Janeiro (1). As medidas foram determinadas pela Vara Especializada em Processos contra Organizações Criminosas de São Paulo.

Segundo a Promotoria, foram aprendidos diversos dispositivos eletrônicos que serão submetidos à perícia.

O Ministério Público de São Paulo informou que passou a monitorar as interações nos fóruns da deepweb após o ataque a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, em março de 2019. O massacre deixou dez mortos, incluindo os dois atiradores.

Segundo a Promotoria, o ataque foi idealizado e estimulado por um ‘chan’ (fórum) da darkweb chamado Dogolachan.

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