Promotoria volta ao caso Bancoop e pede condenação de cinco

Promotoria volta ao caso Bancoop e pede condenação de cinco

Em recurso de apelação, promotor José Carlos Blat se insurge contra absolvição de João Vaccari Neto e outros ex-dirigentes da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo

Alexandre Hisayasu e Fausto Macedo

27 de janeiro de 2017 | 04h30

Vaccari foi preso nesta terça-feira. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

Vaccari foi preso nesta terça-feira. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

Inconformado com a absolvição de antigos dirigentes da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), o Ministério Público voltou à carga. Por meio de recurso de apelação, em 271 páginas o promotor de Justiça José Carlos Blat requereu a condenação de cinco acusados, entre eles o ex-presidente da Bancoop João Vaccari Neto, que está preso desde abril de 2015 em Curitiba, réu da Operação Lava Jato.

O promotor atribui a Vaccari formação de quadrilha, estelionato (1133 vezes), falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Documento

Vaccari e outros quatro acusados – Ana Maria Érnica, Tomás Edson Botelho Fraga, Leticya Achur Antonio e Henir Rodrigues de Oliveira – foram todos absolvidos pela 5.ª Vara Criminal da Capital.
O promotor pede que o recurso seja julgado procedente e que Vaccari e os outros denunciados sejam condenados.

O criminalista Luiz Flávio Brges D’Urso, que defende Vaccari, afirma que o ex-presidente da Bancoop jamais cometeu qualquer ato ilícito.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE ANA MARIA ERNICA:

Os advogados Rubens de Oliveira e Rodrigo Carneiro Maia, defensores de Ana Maria Ernica, informaram que ela ‘jamais praticou qualquer ato ilícito’.

“A sra. Ana Maria Ernica sempre foi inocente, o que foi ratificado pela irreparável sentença de 1.ª instância, exarada após duradoura instrução processual. Foram cerca de seis anos. Assim, resta amplamente consignado que Ana jamais praticou qualquer ato ilícito.”

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