Promotoria vai recorrer de absolvição de tenente-coronel da PM acusado de assédio sexual e atentado ao pudor contra mais de 40 mulheres

Promotoria vai recorrer de absolvição de tenente-coronel da PM acusado de assédio sexual e atentado ao pudor contra mais de 40 mulheres

Ministério Público do Paraná quer reforma integral da decisão do Conselho Especial de Justiça Militar que, por unanimidade, absolveu o tenente-coronel Fernando Dias Lima, conhecido como 'Doutor Bacana', das acusações de atentado violento ao pudor e assédio sexual

Redação

29 de junho de 2021 | 13h48

MPPR. Foto: Google Street View/Reprodução

O Ministério Público do Paraná vai recorrer da decisão do Conselho Especial de Justiça Militar que absolveu o tenente-coronel Fernando Dias Lima, conhecido como ‘Doutor Bacana’, das acusações de atentado violento ao pudor e assédio sexual praticados de forma reiterada contra pelo menos 40 mulheres. A Promotoria vai buscar a reforma integral da decisão dada por unanimidade, pelos quatro oficiais e pelo juiz presidente do órgão, na última quinta-feira, 24.

A denúncia contra o tenente-coronel foi elaborada pela 1ª Promotoria de Auditoria Militar e apresentada à da Justiça Militar Estadual em 2018. A peça narra fatos que teriam acontecido entre 2011 e 2018 durante atendimentos médicos realizados em consultórios da Academia Policial Militar do Guatupê, do 6º Batalhão de Polícia Militar e do 5º Comando Regional da Polícia Militar.

As investigações sobre o caso tiveram início a partir de representação de uma das vítimas. De acordo com a denúncia, o tenente-coronel Fernando Dias Lima ‘se prevaleceu de sua condição de superior hierárquico para constranger as vítimas com o intuito de obter favorecimento sexual’.

Ao longo das apurações, o tenente-coronel teria ainda, por meio de uma militar subalterna, retirado documentos relacionados aos atendimentos das vítimas do local em que prestava os serviços médicos. Segundo a promotoria, os documentos teriam sido levados para a residência do militar, com o objetivo de ocultar elementos de prova. O episódio levou o Ministério Público do Paraná a imputar a Fernando Dias Lima o crime de supressão ou ocultação de documentos.

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