Promotoria pede bloqueio de bens e perda de cargo de Edson Aparecido

Promotoria pede bloqueio de bens e perda de cargo de Edson Aparecido

Diretor-presidente da Cohab (Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo) está sob suspeita do Ministério Público Estadual de São Paulo em investigação sobre enriquecimento ilícito

Luiz Vassallo

12 de março de 2018 | 19h37

O ex-secretário-chefe da Casa Civil Edson Aparecido (governo Geraldo Alckmin). Foto: ESTADÃO

O promotor de Justiça Marcelo Milani moveu ação civil pública contra o presidente da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab), Edson Aparecido (PSDB). Ele pede a perda de cargo, além de bloqueio de bens e dá à causa valor de R$ 10 milhões. Aparecido foi homem forte do governo Alckmin. Ele ocupou a chefia da Casa Civil do Palácio dos Bandeirantes.

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As informações foram divulgadas pelo repórter Wallace Lara, da Rede Globo, e confirmadas pelo Estado.

A ação investiga se Aparecido teria enriquecido de maneira ilícita envolvendo transação de um apartamento.

“Essa discrepância de valores (de compra e de mercado) já se mostra suspeita o suficiente para colocar em dúvida a licitude do negócio: evidente que o demandado Edson Aparecido dos Santos suportou ilícito enriquecimento ao adquirir o apartamento por valor inferior ao real”, anotou o promotor.

Edson Aparecido dos Santos comprou o imóvel pelo valor de R$ 620 mil, em 2007. No entanto, segundo Milani, ‘valor venal do imóvel declarado naquela mesma escritura pública foi de R$ 744.344,00, com valor venal de referência de R$ 1.314.260,10’.

“Naquela mesma escritura consta que, antes da alienação ao demandado Edson Aparecido dos Santos, a Plafond Empreendimentos Imobiliários, e a Namour Incormporação, em 05/12/2011, por força de instrumento particular de compromisso de compra e venda não levado a registro, comprometeram-se a vender, como de fato venderam, o mesmo imóvel supracitado pelo valor de R$ 1.075.000,00”, narra.

Milani ainda diz que ‘no ano de 2001, portanto, o imóvel foi adquirido por Luiz Albert Kamilos e Sarah Maria Giffalli de Moura pelo valor de R$ 1 milhão, já abaixo do valor venal de referência’. “Em 2007, seis anos depois, Edson Aparecido dos Santos adquiriu o mesmo imóvel pelo valor de R$ 620 mil”.

“Noutras palavras, mesmo considerada a valorização anual do imóvel desde 2011 e levando-se em conta o notório boom imobiliário ocorrido na cidade de São Paulo, SP, no período, Edson Aparecido dos Santos adquiriu o apartamento por aproximadamente 40% a menos do valor de aquisição de 2001 e que fora declarado na escritura pública de 2007″, acusa.

COM A PALAVRA, EDSON APARECIDO

Por meio da Assessoria de Imprensa da Cohab, o diretor-presidente da Companhia, Edson Aparecido, declarou que é inocente.

“Edson Aparecido ainda não foi informado, não tomou conhecimento oficial da ação, mas reafirma sua inocência em relação ao que é objeto da investigação.”

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