Promotoria combate fraudes na Câmara de Planaltina de Goiás em nova fase da Mãos à Obra

Promotoria combate fraudes na Câmara de Planaltina de Goiás em nova fase da Mãos à Obra

Segunda fase da Operação Mãos à Obra, aberta nesta quinta, 29, vasculhou residências de ex-gestor de Contratos do Legislativo municipal e de um gerente do Banco do Brasil

Julia Affonso

29 Novembro 2018 | 10h28

Foto: Ministério Público de Goiás

O Ministério Público de Goiás abriu nesta quinta, 29, a terceira fase da Operação Mãos à Obra, que investiga supostas irregularidades em contratos na Câmara de Planaltina de Goiás. A primeira fase, deflagrada no início do mês, prendeu o então prefeito da cidade, Pastor André.

As informações foram divulgadas pelo Ministério Público.

A Mãos à Obra cumpre mandados na cidade de Formosa, na região do Entorno do Distrito Federal. A Justiça expediu duas ordens de prisão e duas de busca e apreensão, em residências do ex-gestor de Contratos da Câmara de Planaltina de Goiás e de um gerente do Banco do Brasil.

Durante as investigações, a Promotoria identificou que o ex-gestor usou o servidor do Banco do Brasil para descontar cheques da Câmara, com fraude no endosso para sacar dinheiro em espécie e repasse de uma porcentagem para o gerente. O gerente fechou um acordo de não persecução penal, na qual confessou o crime de corrupção passiva e recebeu uma pena restritiva de direitos – pagamento de 10 vezes o valor da vantagem indevida, de R$ 3 mil.

A operação é coordenada pelo promotor Rafael Simonetti, da 4.ª Promotoria de Planaltina de Goiás, em parceria com o Centro de Inteligência do Ministério Público do Estado e conta com a participação de três promotores de Justiça. A nova etapa da Mãos à Obra tem apoio da Polícia Civil, com dois delegados e sete agentes.

Fases

Esta é a terceira fase da operação, que foi deflagrada inicialmente no começo de novembro, em Planaltina de Goiás, e culminou na prisão do então prefeito da cidade, Pastor André, que, na época dos fatos apurados, era presidente da Câmara de Planaltina.

Pastor André teria fraudado contratações de empresas e superfaturado obras, além de ter desviado recursos do erário. Empresários e servidores da Câmara de Planaltina também foram presos.

Já a segunda fase da ação foi deflagrada na última semana em Planaltina, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Câmara.

Foto: Ministério Público de Goiás

Foto: Ministério Público de Goiás

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