Promotoria mira em fraudes de R$ 200 mi na gestão Dárcy Vera (PSD) em Ribeirão Preto

Promotoria mira em fraudes de R$ 200 mi na gestão Dárcy Vera (PSD) em Ribeirão Preto

Nove vereadores também são alvo da Operação Sevandija sobre desvios em licitações na Prefeitura e na Câmara

Fausto Macedo e Julia Affonso

01 de setembro de 2016 | 15h31

Dárcy Vera. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Dárcy Vera. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O Grupo de Apoio Especial do Crime Organizado (Gaeco) – Núcleo Ribeirão Preto – e a Polícia Federal, deflagram na manhã desta quinta-feira, 1, a Operação Sevandija, que mira em fraudes em licitações, contratos e pagamentos cujos valores alcançam cerca de R$ 203 milhões na Prefeitura e na Câmara municipal. São cumpridos mandados judiciais em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A Prefeitura de Ribeirão Preto é administrada por Dárcy Vera (PSD). A casa da prefeita e seu gabinete foram alvo de buscas e apreensão. Nove vereadores também são alvo da Operação Sevandija.

Prefeitura de Ribeirão Preto. Foto: Reprodução/Google Streeview

Prefeitura de Ribeirão Preto. Foto: Reprodução/Google Streeview

A operação apura crimes de fraude a licitação, peculato, corrupção ativa e passiva e tráfico de influência.

As investigações começaram em julho de 2015 e se basearam em informações de supostas fraudes em diversos setores da Prefeitura de Ribeirão Preto, Câmara Municipal e órgãos públicos, envolvendo dezenas de agentes públicos, agentes políticos e empresas privadas sediadas em várias cidades, inclusive no Estado de Mato Grosso do Sul.

O nome “Sevandija” significa “pessoa que vive à custa alheia”.

São cumpridos simultaneamente 13 mandados de prisão temporária, 17 mandados de condução coercitiva e 48 mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura Municipal em Ribeirão Preto (Palácio do Rio Branco), em gabinetes na Câmara Municipal, na Secretaria Municipal de Educação, na sede da Administração Municipal, além da Coderp (Companhia de Desenvolvimento de Ribeirão Preto) e da autarquia Daerp (Departamento de Águas e Esgoto de Ribeirão Preto), além de empresas privadas sediadas em Ribeirão Preto, Santos e Campo Grande.

Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Ribeirão Preto.

Os presos, os conduzidos coercitivamente, os bens e documentos apreendidos serão encaminhados à sede da Polícia Federal em Ribeirão Preto.

COM A PALAVRA, A PREFEITURA DE RIBEIRÃO PRETO

Por meio da Coordenadoria de Comunicação Social, a prefeitura afirmou.
“A Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto está colaborando com as investigações.”

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