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Promotoria investiga jantares de Doria

Ministério Público Eleitoral suspeita que pré-candidato do PSDB se beneficiou de eventos patrocinados por grupos empresariais e antecipado propaganda

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Foto do author Fausto Macedo
Por Mateus Coutinho e Fausto Macedo
Atualização:

 Foto: Estadão

O Ministério Público Eleitoral abriu dois procedimentos para apurar se o pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo teria se beneficiado de jantares promovidos por empresas e feito propaganda eleitoral antecipada.

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Os procedimentos preparatórios eleitorais foram abertos a partir de denúncias recebidas pelo MP Eleitoral com base em convites para dois eventos promovidos por "amigos de João Doria" nos quais aparecem telefones e endereços de e-mails de empresas para que os convidados confirmem a presença.

Além de ser proibida a doação ou qualquer tipo de financiamento de empresas para políticos e partidos, a legislação eleitoral proíbe que pré-candidatos realizem eventos políticos que não sejam financiados pelo próprio partido. Caso seja confirmada alguma irregularidade o MP pode pedir a cassação do registro de João Doria.

O vereador de São Paulo e presidente do diretório municipal da sigla Mario Covas Neto (PSDB) afirmou que os eventos não tiveram dinheiro do partido e que não houve nenhuma ilegalidade. Ele esteve presente nos encontros que classificou como "ação entre amigos". A própria campanha de Doria informou que não sabe quem bancou os eventos, e disse que as atividades fazem parte da vida do empresário.

O primeiro evento foi um jantar realizado na quinta-feira, 9, no Club A, na capital paulista e contava com uma apresentação musical da cantora italiana Mafalda Minnozzi. No convite, apareciam o e-mail e o contato telefônico da empresa de segurança Gocil, parceira do Grupo Lide, um fórum de lideranças empresariais organizado por João Doria.

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A empresa informou que o evento foi um "jantar empresarial" sem nenhuma relação com política oferecido "em homenagem" a Doria. A empresa não informou quem pagou pelo evento e disse apenas que ele foi organizado por "amigos" do empresário e coordenador pelo dono da empresa Washington Cinel.

O outro evento foi realizado na terça-feira, 7, na residência do empresário Marcos Arbaitman, da empresa Maringá Turismo. Como no jantar anterior, no convite aparecia um e-mail da empresa para os convidados confirmarem a presença. A reportagem entrou em contato com a Maringá Turismo desde quinta mas não obteve retorno.

O advogado de Doria Anderson Pomino, diz que ele participa dos eventos "na condição de empresário, de cidadão". "Estes dois foram jantares organizados não para o candidato, mas para o empresário. Não tem conotação de apoio eleitoral", afirma o advogado. Segundo Pomino, João Doria está autorizado "como cidadão" a participar de eventos sociais.

"Todos os eventos organizados de natureza política são devidamente contabilizados no diretório municipal do PSDB e serão publicizados", segue o defensor do tucano. Mario Covas Neto, que esteve presente nos dois jantares, afirmou que Doria foi cauteloso e não pediu votos e que os eventos são semelhantes ao que outros pré-candidatos estariam fazendo e citou o jantar de aniversário de Marta Suplicy (PMDB), que também quer disputar a Prefeitura.

 

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