Promotoria em São Paulo denuncia homem que provocou aborto sem consentimento da namorada

Promotoria em São Paulo denuncia homem que provocou aborto sem consentimento da namorada

Se a denúncia for aceita pela Justiça, ele poderá ser levado ao Tribunal do Júri da capital paulista; Ministério Público também pediu medidas protetivas para ex-companheira

Redação

24 de novembro de 2020 | 13h53

Sede do Ministério Público de São Paulo. Foto: MPSP/Divulgação

O Ministério Público de São Paulo denunciou à Justiça um homem acusado de ter provocado o aborto da então namorada sem seu consentimento. O caso aconteceu em novembro deste ano na capital paulista. Caso a denúncia seja aceita, ele pode ser levado ao Tribunal do Júri.

O promotor Neudival Mascarenhas Filho, responsável pelo caso, também pediu medidas protetivas para impedir que o acusado, que trabalha em um banco digital, se aproxime da ex-companheira e de testemunhas do caso.

De acordo com a denúncia, o casal começou o namoro em janeiro deste ano e, em setembro, ela comunicou a gravidez. Entre a descoberta da gestação e o dia do crime, o homem, ‘decidido a não assumir a responsabilidade de ser pai’, comprou um medicamento popularmente conhecido por provocar aborto.

O homem então, segundo o MP, manteve relação sexual com a vítima e, ‘aproveitando-se da vulnerabilidade advinda do momento de troca sexual, introduziu três comprimidos do medicamento na vagina da vítima, sem o seu conhecimento, violando o corpo da companheira’.

No dia seguinte, após acordar com cólicas e sangramento, a mulher procurou um hospital. Durante a consulta médica, descobriu que o feto estava morto e em processo de abortamento.

O denunciado chegou a ser preso, mas foi solto depois de pagar fiança.

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