Promotoria do Rio prende ex-secretário de Saúde por desvios na pandemia

Promotoria do Rio prende ex-secretário de Saúde por desvios na pandemia

Edmar Santos foi preso em casa, em Botafogo, na zona sul do Rio, em um novo desdobramento da Operação Mercadores do Caos, que também cumpre mandados de busca e apreensão em outro imóvel do ex-secretário em Itaipava, na Região Serrana fluminense

Wilson Tosta/RIO

10 de julho de 2020 | 09h15

O ex-secretário da Saúde do Rio, Edmar Santos. Foto: Carlos Magno/Governo do Rio

O Ministério Público do Rio prendeu, no início da manhã desta sexta-feira, 10, Edmar Santos, ex-secretário de Saúde do Estado. Ele é acusado de integrar suposta organização criminosa que teria fraudado contratos de compra de respiradores pulmonares, em caráter emergencial, para paciente da covid-19. Santos foi preso em casa, em Botafogo, na zona sul do Rio, em ação do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Delegacia Fazendária da Polícia Civil.

A medidas faz parte de um novo desdobramento da Operação Mercadores do Caos, que também cumpre mandados de busca e apreensão em outro imóvel do ex-secretário em Itaipava, na Região Serrana fluminense. Segundo o MP, as investigações identificaram que, além do ex-subsecretário executivo Gabriell Neves, a organização criminosa investigada também tinha como ‘comandante’ o próprio Santos.

A prisão de Edmar Santos tem caráter preventivo e foi decretada pelo juízo da 1ª Vara Criminal Especializada da capital, assim como as buscas. Em denúncia à Justiça, o MP alegou que, mesmo depois de deixar o cargo, Santos mantinha influência na secretaria. Ao pedir a prisão, o MP alegou que, em liberdade, Santos poderia dificultar o rastreamento das verbas públicas desviadas, destruir provas e ameaçar testemunhas.

Em nota, a Promotoria indicou ainda que a Justiça fluminense decretou o arresto de bens e valores de Edmar até o valor R$ 36.922.920,00, equivalente aos recursos públicos desviados em três contratos fraudados para aquisição dos equipamentos médicos.

O ex-secretário sempre alegou desconhecer a existência de qualquer esquema de desvio de recursos. O Estadão não localizou a defesa de Santos, para que se pronunciasse sobre a prisão e as acusações.

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