Promotoria do Rio investiga Baleia-Azul

Ministério Público do Estado instaura inquérito civil para coibir jogo que induziria adolescentes ao suicídio

Julia Affonso

01 de maio de 2017 | 16h58

O Ministério Público do Rio abriu inquérito civil para investigar o jogo Baleia-Azul e retirar do ar as páginas virtuais que o veiculam. A apuração será conduzida pela 1.ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e Juventude da Comarca da Capital.

As informações foram divulgadas no site do Ministério Público fluminense.

No documento, a promotora de Justiça Paula da Fonseca Passos Bittencourt informa que coletou informações sobre o funcionamento do jogo em ambientes virtuais, a partir de notícia que recebeu da procuradora de Justiça Flávia Ferrer com o alerta de que o jogo estaria induzindo adolescentes russos ao suicídio.

Ela ressalta que mortes de jovens em Minas, Rondônia e Mato Grosso podem estar ligadas ao Baleia-Azul e que a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática já investiga o aliciamento de jovens no Rio.

O jogo consiste em trocas de mensagens em que um dos organizadores do grupo, ou ‘curador’, envia uma série de 50 desafios a serem cumpridos.

Entre as tarefas, fazer fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se desenhando baleias com instrumentos afiados em partes do corpo e ficar doente.

Os desafios do Baleia-Azul envolvem isolamento social, automutilação e incentivo ao suicídio de adolescentes e jovens, avalia a Promotoria.

Instigar ou induzir ao suicídio é considerado crime pelo artigo 122 do Código Penal.

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