Promotoria decide não recorrer de sentença que absolveu ex de Wassef no ‘Mensalão do DEM’

Promotoria decide não recorrer de sentença que absolveu ex de Wassef no ‘Mensalão do DEM’

Processo por improbidade contra Maria Cristina Boner Léo foi aberto em 2011 após ex-secretário de governo do Distrito Federal delatar propina em troca de contrato de R$ 9,8 milhões

Rayssa Motta e Fausto Macedo

28 de julho de 2020 | 19h08

A empresária Maria Cristina Boner. Foto: Facebook / Reprodução

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios decidiu que não vai recorrer da decisão que absolveu a empresária Maria Cristina Boner Léo, ex-mulher do advogado Frederick Wassef, no processo por improbidade administrativa aberto após a deflagração da Operação Caixa de Pandora. A investigação mirou suposto esquema de corrupção na capital federal conhecido como ‘Mensalão do DEM’.

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Em manifestação na última segunda, 20, o procurador Leonardo Roscoe Bessa e a promotora Daniella Virgínia Gomes formalizaram a decisão.

A empresária e a empresa de informática B2BR, da qual ela era sócia, foram absolvidas pela 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios no final do mês passado.

A ação havia sido apresentada em 2011 após delação do ex-secretário do governo do Distrito Federal, Durval Barbosa, por suposto pagamento de propina para obtenção de contratos firmados com a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). O valor da licitação era de R$ 9,8 milhões.

Um vídeo de Durval Barbosa entregando R$ 50 mil em propina para o então governador José Roberto Arruda (ex-DEM) chegou a ser obtido nas investigações. Segundo Barbosa, os valores haviam sido pagos pela B2BR após acerto prévio com Maria Cristina. No entanto, para a Justiça, a acusação contra a empresária não ficou provada.

COM A PALAVRA, MARIA CRISTINA BONER LEO

“Esse longo processo judicial me causou muitos prejuízos financeiros e de imagem. Infelizmente, no Brasil a condenação e seus efeitos acontecem antes do julgamento definitivo. O desrespeito ao devido processo antecipa cruelmente a pena. O final desse julgamento, com a ajuda de Deus, desfez o equívoco que tanta dor me causou. Nunca perdi a fé na Justiça. Agora tenho pela frente a árdua tarefa de reconstruir a minha imagem.”

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