Promotoria de Goiás denuncia três por estupro coletivo e assassinato de adolescente de 16 anos durante festa

Promotoria de Goiás denuncia três por estupro coletivo e assassinato de adolescente de 16 anos durante festa

Presos temporariamente, homens são acusados pelo abuso sexual, estrangulamento e incineração do cadáver da jovem de 16 anos em Aparecida de Goiânia

Redação

12 de agosto de 2021 | 17h05

Vista aerea de Aparecida de Goiânia. Foto: Divulgação/Prefeitura

O Ministério Público de Goiás denunciou à Justiça três homens com idades entre 21 e 23 anos pelo estupro coletivo e assassinato de uma adolescente de 16 anos em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana do Estado, em abril deste ano.

O crime aconteceu durante uma festa na casa de um dos denunciados, no bairro Setor Garavelo. De acordo com a investigação, a vítima combinou de levar amigas para conhecerem os rapazes, mas apareceu sozinha. Os três homens teriam consumido drogas e bebidas alcóolicas antes de praticarem o abuso sexual contra a adolescente.

Após o estupro, eles estrangularam a jovem até a morte. Segundo o MP, com o objetivo de dificultar a investigação, um deles levou o corpo da jovem durante a madrugada até a Serra das Areias e ateou fogo no cadáver, sobretudo na região genital, que foi destruída pelas chamas. O corpo foi encontrado no dia seguinte ainda pegando fogo.

“A materialidade da infração penal está suficientemente comprovada pelos depoimentos colhidos, além do laudo de exame cadavérico anexo aos autos. No que tange à autoria do crime está evidenciada pelos depoimentos das testemunhas inquiridas, os quais são esclarecedores, apresentando elementos de provas suficientes acerca da mesma”, diz um trecho da denúncia.

O Ministério Público de Goiás. Foto: Divulgação/MPGO

Caso a Justiça aceite a denúncia, eles vão responder por estupro coletivo, homicídio triplamente qualificado e destruição de cadáver.

Os três homens estão presos temporariamente, mas o promotor de Justiça Milton Marcolino dos Santos Júnior, titular da 5ª Promotoria de Aparecida de Goiânia e responsável pelo caso, pediu a conversão da prisão em preventiva, que não tem prazo para acabar.

“Percebe-se que há testemunhas confidenciais arroladas, confirmando o temor que sentem dos representados. Assim, a liberdade deles coloca em risco à garantia da ordem público bem como da instrução criminal, pois, se permanecerem em liberdade, continuarão a impor medo nas testemunhas e, por consequência, impossibilitando a instrução criminal e a apuração real dos fatos”, afirmou o promotor no pedido enviado à Justiça.

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