Promotoria acusa João de Deus por abuso de 10

Promotoria acusa João de Deus por abuso de 10

Em nova denúncia criminal levada à Justiça nesta quarta, 5, contra João Teixeira de Faria, Ministério Público de Goiás relata que médium 'aguardava o contato direto no atendimento para esfregar as mãos das vítimas sobre suas partes íntimas'

Naiara Albuquerque, especial para o Blog

05 de junho de 2019 | 16h00

João de Deus. Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão

O Ministério Público de Goiás ofereceu nesta quarta-feira, 5, mais uma denúncia contra o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus. Na ação, são dez vítimas que relatam ter sido abusadas durante atendimento coletivo na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, município localizado a 89 quilômetros de Goiânia.

João de Deus está internado no Instituto de Neurologia de Goiânia desde março, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nesta terça, 4, que ele volte à prisão.

Nesta nova denúncia apresentada contra João de Deus, a Promotoria sustenta que ele ‘aguardava em uma espécie de ‘trono’ para ter contato direto durante o atendimento com as vítimas, que eram levadas a esfregar as mãos no órgão genital do médium’.

As informações foram divulgadas pela Assessoria de Imprensa do Ministério Público de Goiás nesta quarta-feira, 5.

As dez vítimas que acusam João de Deus são do Distrito Federal, São Paulo e Paraná. Além delas, outras cinco mulheres, do DF, Goiás e São Paulo, foram arroladas como testemunhas porque os crimes de que foram vítimas prescreveram.

Ao todo, oito ações penais por crimes sexuais já foram protocoladas no Fórum de Abadiânia e 90 vítimas denunciaram o médium. A primeira denúncia contra João de Deus foi levada à Justiça em 9 de janeiro.

Além dos crimes sexuais, pesam contra o médium duas denúncias por porte ilegal de armas e, ainda, uma ação de ressarcimento de danos morais.

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