Promotoria abre ação contra ex-capelão da PM por desvios de ao menos R$ 739 mil

Ministério Público de São Paulo acusa Osvaldo Palópito de liderar esquema para obter doações financeiras feitas por fieis da Mitra Ordinariado Militar do Brasil

Paulo Roberto Netto

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O Ministério Público de São Paulo apresentou ação civil pública contra o ex-capelão da PM, o ex-tenente-coronel Osvaldo Palópito, condenado em 2016 por desviar dinheiro da Capelania Militar. A nova ação acusa o ex-militar de liderar esquema criminoso que teria transferido ao menos R$ 739 mil doados por fiéis e pede a devolução dos valores aos cofres da entidade.

De acordo com a promotoria, Palópito em parceria com o contador da Capelania Militar, Edson Moreira Costa, teriam criado uma conta bancária em nome da Mitra do Ordinariado Militar do Brasil sem autorização da entidade, utilizando-a para obter depósito de fieis da Capela de Santo Expedito, na região da Luz.

A conta bancária, diferente da oficial, não era alvo de auditoriais ou fiscalizações e os valores depositados nela eram livremente movimentados pelo ex-capelão e pelo contador.

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A AÇÃO CONTRA PALÓPITO

“O agir ilícito dos requeridos, todavia, tornou-se ainda mais inescrupuloso, uma vez que expediam carnês aos fiéis previamente cadastrados, que efetuavam o pagamento de valores diversos, crendo que o

faziam em benefício da Capela do Santo Expedito e que tais quantias seriam destinadas às obras assistenciais da Capelania, quando, na verdade, a compensação dos valores era feita na conta que não era auditada pela Mitra”, alega o Ministério Público.

A promotoria afirma que as apropriações indevidas ocorreram entre 2009 e 2015, mas somente foi possível comprovar desvios de R$ 637 mil entre os anos de 2014 e 2015 (R$ 739 mil, em valores atualizados).

O padre e ex-tenente-coronel da PM Osvaldo Palópito, quando era responsável pela Paróquia Santo Expedito. Foto: Márcio Fernandes/Estadão

Declarações de imposto de renda foram utilizados pelo MP para afirmar que os valores eram retirados da conta da igreja para benefício pessoal de Palópito. A promotoria afirma que o ex-capelão tinha ‘patrimônio incompatível’ aos rendimentos que recebia como policial militar, incluindo a posse de carros de luxo.

O ex-tenente-coronel também teria construído uma loja chamada ‘Empório São Lourenço’, na cidade de Riviera de São Lourenço, com os recursos desviados. A gerência da loja era feita pelo próprio Palópito, violando sua jornada de trabalho como militar por meio de fraude no sistema de controle de frequência da corporação.

Palópito foi condenado pela Justiça Militar em 2016 a 26 anos de prisão pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, exercício de comércio por oficial e abandono de posto envolvendo desvios de R$ 2 milhões durante sua gestão como capelão da Capela de Santo Expedito (2009-2015). Antes do caso, o capelão gravou discos de canções religiosas.

COM A PALAVRA, OS DENUNCIADOS

A reportagem busca contato com os denunciados. O espaço está aberto a manifestações (paulo.netto@estadao.com)

O Ministério Público de São Paulo apresentou ação civil pública contra o ex-capelão da PM, o ex-tenente-coronel Osvaldo Palópito, condenado em 2016 por desviar dinheiro da Capelania Militar. A nova ação acusa o ex-militar de liderar esquema criminoso que teria transferido ao menos R$ 739 mil doados por fiéis e pede a devolução dos valores aos cofres da entidade.

De acordo com a promotoria, Palópito em parceria com o contador da Capelania Militar, Edson Moreira Costa, teriam criado uma conta bancária em nome da Mitra do Ordinariado Militar do Brasil sem autorização da entidade, utilizando-a para obter depósito de fieis da Capela de Santo Expedito, na região da Luz.

A conta bancária, diferente da oficial, não era alvo de auditoriais ou fiscalizações e os valores depositados nela eram livremente movimentados pelo ex-capelão e pelo contador.

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A AÇÃO CONTRA PALÓPITO

“O agir ilícito dos requeridos, todavia, tornou-se ainda mais inescrupuloso, uma vez que expediam carnês aos fiéis previamente cadastrados, que efetuavam o pagamento de valores diversos, crendo que o

faziam em benefício da Capela do Santo Expedito e que tais quantias seriam destinadas às obras assistenciais da Capelania, quando, na verdade, a compensação dos valores era feita na conta que não era auditada pela Mitra”, alega o Ministério Público.

A promotoria afirma que as apropriações indevidas ocorreram entre 2009 e 2015, mas somente foi possível comprovar desvios de R$ 637 mil entre os anos de 2014 e 2015 (R$ 739 mil, em valores atualizados).

O padre e ex-tenente-coronel da PM Osvaldo Palópito, quando era responsável pela Paróquia Santo Expedito. Foto: Márcio Fernandes/Estadão

Declarações de imposto de renda foram utilizados pelo MP para afirmar que os valores eram retirados da conta da igreja para benefício pessoal de Palópito. A promotoria afirma que o ex-capelão tinha ‘patrimônio incompatível’ aos rendimentos que recebia como policial militar, incluindo a posse de carros de luxo.

O ex-tenente-coronel também teria construído uma loja chamada ‘Empório São Lourenço’, na cidade de Riviera de São Lourenço, com os recursos desviados. A gerência da loja era feita pelo próprio Palópito, violando sua jornada de trabalho como militar por meio de fraude no sistema de controle de frequência da corporação.

Palópito foi condenado pela Justiça Militar em 2016 a 26 anos de prisão pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, exercício de comércio por oficial e abandono de posto envolvendo desvios de R$ 2 milhões durante sua gestão como capelão da Capela de Santo Expedito (2009-2015). Antes do caso, o capelão gravou discos de canções religiosas.

COM A PALAVRA, OS DENUNCIADOS

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