Promessas para 2020: a tecnologia do futuro estará em nosso dia a dia mais do que nunca!

Promessas para 2020: a tecnologia do futuro estará em nosso dia a dia mais do que nunca!

Alessandra Montini*

13 de dezembro de 2019 | 09h00

Alessandra Montini. FOTO: DIVULGAÇÃO

Já estamos contando os dias para finalizar 2019, um ano que foi incerto para o País em várias questões governamentais, econômicas e de empregabilidade. No entanto, uma coisa é certa: tecnologias que seriam usadas apenas em nosso futuro já são realidade. Big Data, Inteligência Artificial, Machine Learning, Cloud Computing, Robótica, Nanotecnologia e Internet das Coisas nunca estiveram tanto em pauta como agora e são elas que vão movimentar a economia em 2020.

De acordo com a Gartner, a partir do próximo ano, a criação de empregos relacionados à Inteligência Artificial, por exemplo, passará por uma verdadeira transformação, chegando a 2 milhões de novos postos de trabalho até 2025.  A previsão é que os gastos com TI no Brasil totalizem US$ 64 bilhões em 2020, um aumento de 2,5% em relação ao acumulado em 2019.

Com a indústria 4.0, as empresas estarão usando cada vez mais tecnologias para automatizar a maior parte dos processos e trabalhar com grandes volumes de dados. Por conta disso, necessitam de mão de obra especializada e, para se destacar, os profissionais terão que se adaptar com a exigência de novas habilidades.

De acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial, setores de mídia e entretenimento, consumo, saúde e energia já são os mais impactados pelas novas exigências de suas atividades. Por outro lado, áreas de finanças, infraestrutura e mobilidade deverão ter transformações mais profundas nos próximos anos.

Em 2020, 36% das atividades em todos os setores da economia deverão exigir a capacidade para solução de problemas complexos. Além disso, os profissionais precisarão ter pensamento crítico, criatividade, empatia com os outros, inteligência emocional, bom senso, flexibilidade cognitiva, saber gerir pessoas, orientar serviços, tomar decisão e negociações. Tais características, conforme aponta o relatório, são habilidades que as máquinas não conseguem ter.

Os profissionais também deverão trabalhar lado a lado com robôs colaborativos para aumentar a produtividade, estar abertos a mudanças e ter flexibilidade para se adaptar às novas funções. É fato que o ambiente de trabalho será mais desafiador, com funções mais criativas e complexas.

A quarta revolução avança e é uma das promessas na lista das empresas brasileiras. Para competir de maneira global é preciso aumentar a produtividade e sua participação na economia nacional. Já sabemos que disposição e vontade não faltam. Agora, o Brasil precisa entrar para valer nessa nova era. As previsões para 2020 não poderiam ser melhores!

*Alessandra Montini é diretora do LabData, da FIA

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