Proibição de condução coercitiva pelo Supremo mobiliza 59,1 mil menções no Twitter, diz FGV

Proibição de condução coercitiva pelo Supremo mobiliza 59,1 mil menções no Twitter, diz FGV

Em 14 de junho, por 6 a 5, ministros do STF derrubaram coercitiva para interrogatório

Redação

19 Junho 2018 | 11h06

Foto: Reprodução

Um estudo da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de declarar inconstitucional a condução coercitiva gerou discussões no Twitter a respeito das possíveis consequências para a Operação Lava Jato. Entre as 14 horas de 14 de junho e e a mesma hora de 15 de junho, houve 59,1 mil menções no Twitter sobre o assunto, com um pico às 18h20, quando foi publicada uma média de 150 tuítes por minuto, logo após a divulgação do resultado da votação dos ministros.

As informações foram divulgadas pela FGV nesta terça-feira, 19.

Por 6 votos a 5, os ministros do STF entenderam que a condução coercitiva — levar um investigado ou réu obrigatoriamente para ser interrogado — é inconstitucional porque fere princípios como o direito ao silêncio e a presunção de inocência. Desde dezembro de 2017, o instrumento estava suspenso por decisão liminar do ministro Gilmar Mendes.

Na lista das 30 palavras mais usadas no debate estavam o ex-presidente Lula e o ministro Gilmar Mendes. O petista foi citado em 6,5 mil tuítes, que, em grande parte, criticam o Judiciário na condução de Lula, em março de 2016, e lamentam que a proibição só tenha ocorrido após o episódio.

O ministro do Supremo foi citado em 3,5 mil tuítes. Além de publicações com a contabilização dos votos individuais dos ministros, em grande parte desses tuítes Gilmar Mendes é tido como a principal figura de oposição à Lava Jato.

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