Procuradoria também pediu condução coercitiva de Marisa Letícia

Procuradoria também pediu condução coercitiva de Marisa Letícia

Juiz Sérgio Moro negou pedido de levar mulher do ex-presidente Lula para depor, como alvo da Operação Aletheia; ela e os filhos são alvos de investigação por lavagem de dinheiro da Petrobrás

Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Julia Affonso, Fausto Macedo e Matheus Coutinho

04 de março de 2016 | 13h50

O ex-presidente Lula e Dona Marisa durante passeio de barco em Fernando de Noronha, em 2008 / Ricardo Stuckert/ PR/DIVULGACAO

O ex-presidente Lula e Dona Marisa durante passeio de barco em Fernando de Noronha, em 2008 / Ricardo Stuckert/ PR/DIVULGACAO

O Ministério Público Federal pediu a condução coercitiva da ex-primeira-dama dona Marisa Letícia, dentro da Operação Aletheia – 24ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira, 4, tendo como principal alvo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A par do cumprimento dos mandados de busca e apreensão (acaso deferida a medida cautelar), revela-se no presente caso, necessária, adequada e proporcional a condução coercitiva dos representados Luiz Inácio Lula da Silva e Marisa Letícia Lula da Silva para que prestem declarações perante a autoridade policial imediatamente após o cumprimento das buscas”, registra a petição da força-tarefa feita no dia 22 de fevereiro.

“A medida também se mostra adequada, necessária, proporcional e oportuna em relação à Marisa Letícia, pois, na condição de esposa de Lula, a sua oitiva por meio de intimação previa e amplamente divulgada, poderia também gerar inquietação social. Além disso, ela está diretamente ligada aos fatos sob apuração, sobretudo ao apartamento no Guarujá/SP, sendo que oportunizar o seu depoimento é necessário, e sua condução coercitiva não representa cerceamento real de sua liberdade de locomoção.”

INICIAL TRECHO CONDUÇÃO MARISA

 

TRECHO INICIAL MARISA

O pedido foi negado, no entanto, pelo juiz federal Sérgio Moro. “Em relação ao pedido de condução coercitiva de Marisa Letícia Lula da Silva, indefiro. Em relação a ela, viável o posterior agendamento do depoimento com a autoridade policial, sem que isto implique maior risco à ordem pública ou a terceiros.”

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