Procuradoria recomenda que reduto de João de Deus se cadastre junto ao Ministério do Turismo

Procuradoria recomenda que reduto de João de Deus se cadastre junto ao Ministério do Turismo

Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, Goiás, abrigava o centro religioso de João Teixeira de Faria, preso em dezembro de 2018 e denunciado pelo Ministério Público por abusos sexuais em série

Pedro Prata

16 de agosto de 2019 | 17h55

O Ministério Público Federal em Anápolis recomendou à Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), que se registre no Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), do Ministério do Turismo (Mtur). O local abrigou o centro religioso do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, preso em dezembro de 2018 e denunciado pelo Ministério Público por abusos sexuais e estupros em série.

Casa Dom Inácio de Loyola era o local onde João de Deus fazia atendimentos espirituais. Foto: Evaristo Sá/AFP

A Procuradoria entende que o endereço ‘constitui lugar de culto que goza de proteção constitucional’.

No documento, o Ministério Público Federal, considera que ‘é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias’.

DOCUMENTO –

Documento

A exigência de registro no Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) para exercício de atividade turística é determinada pela Lei 11.771/2008.

A recomendação do MPF também é direcionada às pousadas da cidade.

Em Abadiânia se desenvolve intensa atividade turística espiritual. Ao solicitar à Casa Dom Inácio de Loyola e demais pousadas que se registrem junto ao Ministério do Turismo, o Ministério Público Federal acredita que contribui para a segurança das pessoas que visitam o município para participar de atividades de natureza religiosa.

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