Procuradoria pede prisão de passageiro que queria poltrona na classe executiva

Procuradoria pede prisão de passageiro que queria poltrona na classe executiva

Homem embriagado tumultuou voo Caracas/São Paulo e afirmou que não seria preso devido a sua condição econômica

Mateus Coutinho

13 de janeiro de 2015 | 20h52

Por Mateus Coutinho

aeroportomanausdiv

Na foto, o aeroporto de Manaus (AM) onde o piloto do voo pousou o avião devido ao tumulto

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM) pediu de 2 a 5 anos de prisão para um passageiro embriagado que causou transtornos em um voo de Caracas para São Paulo no final do ano passado. O homem, que tinha passagem para a classe econômica, discutiu com comissários de bordo por querer sentar em poltrona da classe executiva, debochou de um passageiro muçulmano, chegou a assediar sexualmente membros da tripulação e afirmou que eles “poderiam fazer o que quisessem, pois não daria em nada”.

Diante da confusão, o piloto pousou em Manaus para que o passageiro desembarcasse. A Polícia Federal prendeu o homem em flagrante.

O pedido da Procuradoria da República foi feito à Justiça Federal do Amazonas. A Procuradoria acusa o passageiro de atentado contra a segurança de transporte aéreo.

Segundo relatos de testemunhas do voo, que partiu da Venezuela com destino ao aeroporto de Guarulhos em São Paulo, sem escalas, antes da aeronave decolar o passageiro começou a criar atrito com os comissários de bordo. Ele queria ocupar uma poltrona na classe executiva, ainda que sua passagem fosse da econômica.

Após discussão com os comissários, ele aceitou retornar a seu assento. No entanto, após a decolagem do avião, o passageiro mudou de lugar e foi para uma poltrona próxima à saída de emergência. Ao ser questionado pelos funcionários do avião ele se recusou a voltar para o seu lugar.

Em seguida, de acordo com as testemunhas, o acusado praticou uma série de ações que teriam ameaçado a segurança e o bem-estar dos tripulantes – perturbou os outros passageiros, afirmou que os comissários “poderiam fazer o que quisessem, pois não daria em nada”, debochou dos rituais religiosos de um muçulmano e até assediou comissárias.

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