Procuradoria pede apuração sobre ‘maus tratos’ relatados por casal preso na Operação Spoofing

'DJ Guga' e Suelen Priscila declararam em audiência na Justiça Federal em Brasília que policiais federais os 'agrediram verbalmente'

Breno Pires/BRASÍLIA

30 de julho de 2019 | 12h01

Após audiência nesta terça-feira, 30, com os quatro presos da Operação Spoofing suspeitos de invadir celulares de autoridades, o Ministério Público Federal no Distrito Federal pediu instauração de inquérito para apurar relatos de ‘maus tratos’ e se houve crime de abuso de autoridade. O juiz Vallisney Oliveira, da 10.ª Vara da Justiça Federal do DF, negou o pedido, mas concedeu a cópia dos depoimentos prestados, para que o Ministério Público Federal possa estudar um novo pedido.

Agressões verbais e psicológicas foram descritas por Gustavo Henrique Santos, o ‘DJ Guga’, e Suelen Priscila Oliveira, casal preso em São Paulo. Além disso, eles e os outros dois presos, Walter Delgatti Neto e Danilo Marques, alegaram que viajaram algemados de São Paulo a Brasília, o que vai contra as regras do Supremo Tribunal Federal.

O juiz Vallisney justificou que seria ‘açodado’ autorizar neste momento a abertura do inquérito, e por isso permitiu apenas o envio da cópia.

De posse dos depoimentos, a Procuradoria vai avaliar um eventual pedido de instauração de inquérito por abuso de autoridade.

A procuradora Márcia Brandão também pediu o envio do material à Corregedoria da Polícia Federal para que investigue possível má conduta de policiais no caso.

Tudo o que sabemos sobre:

Operação Spoofing

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.