Procuradoria no Paraná pede condenação de Dirceu por lavagem de dinheiro em processo da Lava Jato

Procuradoria no Paraná pede condenação de Dirceu por lavagem de dinheiro em processo da Lava Jato

Ex-ministro é réu em ação aberta a partir de denúncia da força-tarefa por supostos repasses da Engevix e da UTC Engenharia por meio de contratos fictícios com assessoria de imprensa

Rayssa Motta

09 de fevereiro de 2021 | 08h55

José Dirceu. Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

O Ministério Público Federal (MPF) no Paraná pediu à Justiça na noite de segunda-feira, 8, a condenação do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil – Governo Lula) por lavagem de dinheiro em um processo aberto na esteira da Operação Lava Jato. Na ação, ele é acusado de receber R$ 2,4 milhões em propinas das empreiteiras Engevix e UTC.

Nas alegações finais do processo, encaminhadas ao juiz Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, os procuradores também pediram a condenação do irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, e do ex-diretor da Engevix, Gerson Almada, ambos réus no mesmo processo.

A denúncia foi aceita pelo então juiz Sérgio Moro em fevereiro de 2018, quando o petista já havia sido condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em outros dois processos da operação. De acordo com a investigação do caso, Dirceu teria recebido os valores durante e depois do julgamento do Mensalão. As propinas teriam sido pagas em acertos de corrupção envolvendo contratos da Petrobras.

Além das condenações, os procuradores pediram o bloqueio de R$ 2,4 milhões dos réus, pagamento de multas e cumprimento de penas em regime inicial fechado.

O ex-ministro, que chegou a ser preso em mais de uma ocasião, deixou a prisão em novembro de 2019, após decisão do Supremo Tribunal Federal revogar a prisão após condenação em segunda instância.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO ROBERTO PODVAL, QUE DEFENDE JOSE DIRCEU

A reportagem entrou em contato com o advogado Roberto Podval, que defende o ex-ministro, e aguarda resposta. Quando a denúncia foi recebida pela Justiça, em 2018, a defesa afirmou ver ‘desnecessidade’ da ação contra Dirceu.

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