Procuradoria ‘não vê possibilidade’ de recurso contra absolvição de três pela tragédia da TAM

Procuradoria ‘não vê possibilidade’ de recurso contra absolvição de três pela tragédia da TAM

Ministério Público Federal decidiu que não vai apresentar recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça contra decisão que inocentou acusados pelo acidente do Airbus A320 que matou 199 em julho de 2007 no Aeroporto de Congonhas em São Paulo

Luiiz Vassallo e Julia Affonso

19 de julho de 2017 | 17h24

Acidente deixou 199 mortos. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

O Ministério Público Federal (MPF) não apresentará recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça contra acórdão do dia 12 de junho de 2017 que manteve a absolvição dos três réus denunciados pelo crime de “atentado contra a segurança de transporte aéreo” na modalidade culposa, após acidente aéreo com avião da TAM, um Airbus A320, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em julho de 2007, quando morreram 199 pessoas.

As informações foram divulgadas pela Procuradoria Regional da República da 3.ª Região (PRR3) – Processo número 0008823-78.2007.4.03.6181

Após análise da PRR3 ‘não se vislumbra possibilidade de discurso, tendo em vista que a Súmula nº 7 do STJ impede qualquer rediscussão probatória em sede de recurso especial’, destaca o Ministério Público Federal.
Segundo a Procuradoria, ao STJ, ‘só caberia discutir divergências entre um acórdão e uma norma federal (lei)’.
“No entanto, após a análise do processo, isso não ocorreu. Não cabendo, então, rediscutir o conjunto das provas que fundamentam a denúncia, o Ministério Público Federal não poderá mais apresentar recursos no caso”, assinalou a Procuradoria nesta quarta-feira, 18.
O acidente com o avião da TAM em Congonhas ocorreu no dia 7 de julho de 2007. Ele realizava o voo JJ3054, vindo de Porto Alegre. No acidente, 199 pessoas morreram.

Os três réus foram denunciados criminalmente em 2011 por negligências e imperícias que teriam, segundo a denúncia, contribuído com o acidente.

Em maio de 2015, a Justiça Federal não entendeu que as condutas foram determinantes para causar o acidente aéreo, levando o Ministério Público Federal a recorrer. O recurso foi negado pelo Tribunal Regional Federal (TRF3) e o processo chegou à PRR3 no dia 13 de julho para conhecimento do MPF.