Procuradoria mira repasse de R$ 11 mi do ex-ministro do Esporte para pasta que assumiu no DF

Procuradoria mira repasse de R$ 11 mi do ex-ministro do Esporte para pasta que assumiu no DF

Grupo de Trabalho Olimpíada 2016, do Ministério Público Federal do Rio, pediu à Procuradoria do Distrito Federal investigação sobre operação que cita Leandro Cruz Fróes e Secretaria de Esporte/DF

Redação

07 de maio de 2019 | 16h47

O Grupo de Trabalho Olimpíadas 2016, do Ministério Público Federal do Rio, solicitou investigação à Procuradoria da República do Distrito Federal sobre o repasse de R$ 11 milhões feitos pelo ex-ministro do Esporte Leandro Cruz Fróes para a Secretaria de Esporte do DF, pasta que assumiu após deixar o Governo Federal.

As informações foram divulgadas pela Procuradoria da República no Rio.

Segundo a Procuradoria do Rio, de 28 até 31 de dezembro de 2018, o ex-ministro destinou a quantia para a Secretaria do Esporte do Distrito Federal’. “E logo após deixar o governo de Michel Temer, assumiu a pasta na capital federal. Esse repasse foi feito através de um projeto para o Distrito Federal, que foi rejeitado pela Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), após manifestação contrária da AGU”.

“A representação tem como objetivo a apuração de como o projeto foi aprovado, mesmo com as irregularidades apontadas pela procuradoria da AGLO, e em favor da pasta a ser assumida por quem liberou os recursos”, afirmou Leandro Mitidieri, coordenador do GT Olimpíadas.

O Grupo de Trabalho Olimpíadas da Procuradoria no Rio ‘tem como escopo fundamental o controle da devida utilização dos recursos públicos federais’.

“Dentre as grandes responsabilidades assumidas pelos governos federal, estadual e municipal, existe a de ampla transparência das ações para a realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, com a finalidade de permitir seu pleno acompanhamento pela sociedade.”

Em 2015, o Ministério Público Federal ‘já havia recomendado ao Comitê Organizador que apresentasse ampla publicidade aos detalhes sobre a movimentação de recursos’.

“O GT das Olimpíadas 2016 desde então tem feito inúmeras ações a fim de preservar os interesses da população com a AGLO e o uso correto dos recursos utilizados para o legado olímpico”.

Em 2017, o Ministério Público Federal pediu esclarecimentos sobre um déficit de R$132 milhões dos Jogos Olímpicos e também pediu multa ao Ministro dos Esportes, Governador e Ex-prefeito do Rio pela não apresentação do plano de legado antes das Olimpíadas.

O GT expediu ofícios para cobrar respostas quanto ao cumprimento e alterações do Plano de Legado e do Plano de Uso do Legado (PUL), questionando a administração, e também, apontando falhas e pedindo a suspensão da desestatização e terceirização do Legado Olímpico.

COM A PALAVRA, LEANDRO CRUZ FRÓES

A reportagem tenta contato com o ex-ministro. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, AGLO

Não há nenhuma verba destinada ao Distrito Federal que tenha como origem a AGLO. A AGLO dedica-se exclusivamente a administrar o legado olímpico no Rio de Janeiro e, portanto, nada tem a ver com projetos em outros estados.

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