Procuradoria investiga fraudes em 80 licitações da educação na Baixada Fluminense

Procuradoria investiga fraudes em 80 licitações da educação na Baixada Fluminense

Operação Ultraje aponta desvios que podem chegar a R$ 20 mi; 25 mandados são cumpridos e as ações são concentradas em Nilópolis

Redação

15 de abril de 2019 | 09h36

Mais de 80 licitações com suspeitas de fraude foram detectadas na Operação Ultraje. Foto: Valter Campanato / Arquivo da Agência Brasil

O Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU/RJ) deflagraram, nesta segunda-feira, 15, a Operação Ultraje, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em fraudar licitações no Rio, em especial na pasta de educação.

Os desvios podem chegar a R$ 20 milhões. Mais de 80 licitações com suspeitas de fraude foram detectadas.

Segundo a investigação, a organização atuava em todos os municípios da Baixada Fluminense e nas cidades de Itaguaí, Seropédica, Miguel Pereira e Mangaratiba.

Agentes cumprem nove mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária. Sete integrantes já foram presos e três são procurados.

Também são cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense. Dos 15 mandados de busca, quatro foram realizados em empresas na Baixada Fluminense e em uma empresa na Penha, Zona Norte do Rio.

Os outros alvos são os endereços dos integrantes da organização criminosa. As ações são concentradas em Nilópolis.

A investigação teve início com a apuração de fraudes em pregão realizado pela prefeitura de São João de Meriti para aquisição de uniformes escolares para a rede municipal de ensino, em 2016. As provas obtidas apontaram outros procedimentos de contratação nos quais a quadrilha poderia ter participado.

Segundo a procuradora da República Renata Ribeiro Baptista, que conduz as investigações, a quadrilha atua desde 2013 fraudando licitações que envolvem desde material de papelaria até gêneros alimentícios.

Tanto as empresas que cotavam preços como as que efetivamente concorriam nas licitações eram pessoas jurídicas criadas unicamente para manter o esquema criminoso, aponta o Ministério Público Federal.