Procuradoria estica por mais um ano Lava Jato em Curitiba

Procuradoria estica por mais um ano Lava Jato em Curitiba

Força-tarefa do Ministério Público Federal que desvendou esquema de cartel e propinas na Petrobrás começou a atuar em março de 2014 e ganha fôlego até setembro de 2019

Redação

23 Agosto 2018 | 06h04

FOTO: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS-8/5/2018

A Operação Lava Jato em Curitiba foi prorrogada pela Procuradoria-Geral da República. A partir de 9 de setembro, os procuradores que integram a força-tarefa do Ministério Público Federal terão mais um ano para prosseguir com as investigações sobre o esquema de corrupção instalado na Petrobrás. A extensão do prazo, por ato da procuradora Raquel Dodge, ainda precisa ser referendada pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal.

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Iniciada em março de 2014, a Lava Jato é a maior ofensiva de combate à corrupção e lavagem de dinheiro no País.

Em quatro anos, a Lava Jato bateu marcas históricas. Foram condenados 160 acusados, entre políticos, doleiros, empresários e lobistas.

Lula é o alvo maior da Lava Jato. Condenado a 12 anos e um mês de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá, o ex-presidente cumpre a pena desde 7 de abril em uma sala especial da Polícia Federal em Curitiba.

Na semana passada, os procuradores da força-tarefa anunciaram a devolução de R$ 1 bilhão aos cofres da estatal petrolífera, recuperados por meio de acordos de delação premiada e de leniência. Ao todo, já foram devolvidos à Petrobrás R$ 2,5 bilhões.

Até março, a Lava Jato abriu 263 inquéritos, muitos ainda em fase de investigação.

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