Procuradoria em São Paulo cria força-tarefa para delação da Odebrecht

Procuradoria em São Paulo cria força-tarefa para delação da Odebrecht

Quatro procuradores atuarão nos casos que o Supremo Tribunal Federal redistribuiu para a Justiça Federal de 1.ª Instância nos quais são citados políticos e obras de grande porte do Estado e municípios

Julia Affonso e Fausto Macedo

20 de julho de 2017 | 17h05

Sede da Odebrecht em São Paulo. Foto: JF Diorio/Estadão

A Procuradoria-Geral da República autorizou a criação de uma força-tarefa dedicada às investigações relativas à Operação Lava Jato em São Paulo. A decisão atende solicitação do Ministério Público Federal na capital paulista.

Um total de 201 petições relacionadas à delação de 77 executivos da Odebrecht, contendo informações sobre supostos ilícitos em obras ou cometidos por políticos em diferentes partes do país que não têm foro por prerrogativa de função no Supremo Tribunal Federal, foram encaminhados pelo ministro Edson Fachin, para diferentes tribunais.

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Destas 201 petições, 29 foram destinadas para a primeira instância da Justiça Federal de São Paulo e suas subseções, onde atuam os procuradores lotados na Procuradoria da República de São Paulo.

Destas 29, uma foi declinada ao Ministério Público Estadual e as restantes estão sob responsabilidade da Procuradoria da República em São Paulo: 12 já encaminhadas a procuradorias em municípios no interior do Estado, duas distribuídas a procuradores na capital, e as 14 restantes sob responsabilidade da força-tarefa.

A força-tarefa, composta por quatro procuradores da República, atuará em feitos penais e cíveis relacionados à delação dos executivos da Odebrecht, nos casos declinados pelo Supremo Tribunal Federal para a Justiça Federal na capital.

Foram designados para compor a força-tarefa os procuradores da República Thiago Lacerda Nobre, José Roberto Pimenta Oliveira, Anamara Osório Silva e Thaméa Danelon Valiengo – que também integram o Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria.

Segundo o Ministério Público Federal, a força-tarefa paulista se diferencia da estrutura de Curitiba, base e origem da Lava Jato, ‘visto que os procuradores de São Paulo não terão dedicação exclusiva à operação, acumulando seus demais procedimentos’.

“No entanto, a constituição do grupo possibilitará que os membros atuem de maneira mais integrada e colaborativa, podendo haver mais de um procurador responsável por cada caso, agilizando, assim, o andamento dos trabalhos, visto que qualquer um deles pode participar de atos relacionados aos procedimentos”, informa nota distribuída pela.

VEJA O QUADRO DE INVESTIGAÇÕES QUE A FORÇA-TAREFA VAI EXECUTAR

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