Procuradoria é favorável a tratamento de ‘ansiedade’ de Cerveró na PF

Ministério Público Federal encaminhou parecer sobre pedido da defesa do ex-diretor da Petrobrás, que alega 'transtorno psicótico'

Redação

10 Fevereiro 2015 | 14h05

Por Mateus Coutinho

O ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró chega ao IML de Curitiba, na quarta-feira, 14. Foto: Vagner Rosário/Futura Press

O ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró chega ao IML de Curitiba, na quarta-feira, 14 de janeiro. Foto: Vagner Rosário/Futura Press

Em parecer encaminhado à Justiça Federal no Paraná, os procuradores da força-tarefa da Lava Jato se manifestaram a favor do tratamento psicológico do ex-diretor de área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde ele está preso.

“A partir da análise dos autos, o MPF não se opõe que o investigado Nestor Cerveró receba acompanhamento psicológico dentro da custódia, desde que previamente autorizado judicialmente, devendo informar periodicamente ao juízo a evolução do tratamento”, assinala o documento da Procuradoria da República no Paraná.

A iniciativa do Ministério Público Federal atende à decisão do juiz Sérgio Moro que pediu a manifestação dos procuradores após receber a solicitação da defesa de Cerveró pedindo que o ex-diretor tenha direito a consultas semanais com psicólogo na prisão.

A solicitação foi encaminhada à Justiça Federal na semana passada, após o ex-diretor da Petrobrás passar mal na carceragem da PF e ser socorrido pelo Samu. Sua defesa afirmou à Justiça Federal que ele sofre de ansiedade e depressão e pediu que o executivo tenha direito a consultas semanais com psicólogo na prisão. Segundo a psicóloga que cuida do ex-diretor, seu quadro depressivo se agravou em abril de 2014, um mês após a deflagração da Lava Jato.

Segundo a defesa, o executivo já vem sendo medicado na carceragem da PF, mas ainda assim precisa de consultas com um psicólogo. “Em decorrência do seu transtorno psicótico (depressão maior), o indiciado precisa de acompanhamento médico para dar continuidade ao seu tratamento, especialmente, de consultas semanais com psicólogo”, assinala o advogado Ricardo Ribeiro, que defende o ex-diretor, em petição encaminhada à Justiça Federal no Paraná.

O documento é acompanhado de atestados da psicóloga Elizabeth Carneiro, da Santa Casa do Rio de Janeiro, que afirma que Cerveró é seu paciente há três anos. “(Cerveró) faz tratamento psicoterápico desde esta época para um quadro de transtorno de ansiedade com sintomas de angustia e inquietação”, assinala a psicóloga.

“Desde o mês de abril de 2014, vem apresentando claramente sintomas depressivos severos, necessitando assim de tratamento psicológico para esta patologia”, continua Elizabeth que afirma que, atualmente, Cerveró sofre de “depressão maior”.

Documento

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