Procuradoria denuncia professor da Medicina Veterinária por estupro de aluna

Procuradoria denuncia professor da Medicina Veterinária por estupro de aluna

Rogério Elias Rabelo, da Universidade Federal em Goiás/Regional Jataí, fazia 'abordagens presenciais e mensagens no aplicativo WhatsApp'

Luiz Vassallo

19 Agosto 2017 | 05h00

O Ministério Público Federal na cidade de Rio Verde, em Goiás, denunciou, nessa quarta-feira, 16, por assédio sexual e estupro de vulnerável, o professor do curso Medicina Veterinária da Universidade Federal em Goiás (UFG)/Regional Jataí, Rogério Elias Rabelo.

Segundo a Procuradoria da República, o docente, ‘valendo-se de sua condição de professor-orientador, assediou sexualmente e estuprou uma estudante da qual era orientador’.

O Ministério Público Federal sustenta que os assédios ocorriam por meio de abordagens presenciais e mensagens no aplicativo WhatsApp com o intuito de obter favorecimento sexual e se sucederam ao longo do ano passado, especialmente entre os meses de agosto e dezembro.

De acordo com a Procuradoria da República, o estupro teria ocorrido na madrugada de 4 de dezembro de 2016, ‘enquanto a aluna dormia, em um apartamento localizado em Goiânia, para onde alguns alunos foram após participação em congresso ocorrido na capital’.

Os fatos foram narrados, à época, à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, em Goiânia.

Durante as investigações, os procuradores afirmam que ficou constatado que o professor valeu-se de seu cargo público para o cometimento dos crimes sexuais.

A Procuradoria da República em Goiás pede a condenação do docente pelos crimes de assédio sexual em continuidade delitiva com o crime de estupro de vulnerável.

COM A PALAVRA, A UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

A denúncia de estupro na Regional Jataí da Universidade Federal de Goiás (UFG) é apurada por um Processo Administrativo Disciplinar que se encontra em fase de coleta de depoimentos. O professor alvo da denúncia está afastado de suas atividades.
A UFG reitera que repudia qualquer forma de violência e tem tratado com prioridade as denúncias referentes a possíveis casos de assédio moral, sexual e outros tipos de violência ocorridos dentro da instituição.
Em maio deste ano o Conselho Universitário (Consuni) aprovou uma resolução que institui normas e procedimentos a serem adotados pela instituição em casos de assédio moral, sexual e qualquer forma de preconceito.

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