Procuradoria denuncia grupo acusado de fraude de R$ 55 milhões em Minas

Mateus Coutinho

27 Março 2014 | 18h44

Empresários que atuavam na cidade de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram descobertos pela Operação Gizé, da Polícia Federal, em 2012

por Mateus Coutinho

O Ministério Público Federal em Belo Horizonte denunciou quatro empresários do grupo Filadélphia pelos crimes de organização criminosa, operação ilegal de instituição financeira e lavagem de dinheiro. O pedido do MPF decorre da Operação Gizé, deflagrada em 2012 pela Polícia Federal e que desbaratou um suposto esquema de crimes financeiros praticados por funcionários da empresa .

Segundo a denúncia, divulgada pelo Ministério Público, o grupo Filadélfia, no município de Lagoa Santa, na região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), teria operado um esquema de pirâmide financeira que gerou um prejuízo de cerca de R$ 55 milhões aos investidores.

Se condenados, os acusados ficarão sujeitos a penas que, somadas, vão de 5 a 17 anos de prisão.

O grupo, de acordo com o MPF, “operou verdadeiro esquema de pirâmide financeira, em prejuízo de seus clientes e do sistema financeiro nacional. Todos os administradores, ora denunciados, tinham plena consciência de que a empresa não tinha condições de atender às demandas de seus clientes”.

O MPF também requereu o envio de cópia do inquérito à Aeronáutica e à Polícia Militar de Minas Gerais, pois foram encontradas provas de que diversos militares da Aeronáutica eram agentes da Filadélphia, captando clientes para os produtos da empresa em troca do recebimento de comissões. Há ainda indícios de que a segurança privada de um dos empresários e do próprio grupo Filadélphia era feita por militares.

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