Procuradoria denuncia Cabral, Eike e mais sete por corrupção e lavagem de dinheiro

Procuradoria denuncia Cabral, Eike e mais sete por corrupção e lavagem de dinheiro

Ex-governador teria recebido US$ 16,5 milhões em propina do empresário, os dois foram alvos da operação Eficiência

Fausto Macedo, Fabio Serapião e Daniela Amorim

10 de fevereiro de 2017 | 08h44

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O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro ofereceu denúncia contra Sérgio Cabral, Eike Batista e mais sete pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro. É a primeira denúncia no âmbito da operação Eficiência, considerada a segunda fase da operação Calicute – braço da Lava Jato no Rio.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato no Rio, as penas máximas de Cabral e Eike podem chegar a 44 e 50 anos de prisão, respectivamente.

Na quarta-feira, 8, a Polícia Federal havia indiciado o empresário Eike Batista e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB/RJ) pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Eike é suspeito de ter pago US$ 16,5 milhões em propinas para o peemedebista.

Cabral está preso desde novembro em Bangu 8. Sua mulher, Adriana, também está sob custódia. Ambos são alvos da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato que atribui ao ex-governador recebimento de mesadas de R$ 850 mil das empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia.

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