Procuradoria acusa operador de propinas por dificultar Lava Jato

Procuradoria acusa operador de propinas por dificultar Lava Jato

Guilherme Esteves, acusado de atuar na Diretoria de Serviços da Petrobrás em nome de estaleiro, e sua mulher foram denunciados por ocultação de provas durante batida da PF, em sua residência, no Rio, em fevereiro

Redação

30 Abril 2015 | 12h37

Por Mateus Coutinho e Ricardo Brandt

A Força-Tarefa da Lava Jato denunciou na noite desta quarta-feira, 29 , o executivo Guilherme Esteves de Jesus, apontado como operador de propina, e sua mulher, Lilia Loureiro Esteves de Jesus, pelo crime de embaraço à investigação de organização criminosa. A informação foi divulgada pelo Ministério Público Federal nesta quinta-feira, 30.

Foto: Reprodução

EM FUGA: imagem de câmera de segurança mostra Lilia, mulher de operador de propina, ao sair pela porta dos fundos de residência. Foto: Reprodução

Os fatos teriam ocorrido durante a nona etapa da Lava Jato, segundo a denúncia, deflagrada no dia cinco de fevereiro e que  teve como objetivo coletar provas de desvios ocorridos na diretoria de Serviços da Petrobrás, que teriam a participação de onze operadores, entre eles o tesoureiro nacional do PT, Vaccari Neto. De acordo com a denúncia, na ocasião, quando a Polícia Federal cumpria mandato de busca e apreensão na residência Guilherme Esteves, sua esposa, Lilia, após responder aos policiais pelo interfone, atrasou a equipe policial afirmando que prenderia os cachorros. Em seguida, juntamente com seu marido, reuniu provas e dinheiro, e fugiu pela porta dos fundos. De acordo com o MPF, toda a cena foi gravada em circuitos internos de TV, cujos vídeos estão anexados na denúncia.

Guilherme Esteves, preso preventivamente na nona etapa da operação, é acusado de ter lavado propinas pagas pelo Estaleiro Jurong e destinadas a Pedro Barusco, Renato Duque, ao Partido dos Trabalhadores e a funcionários da Sete Brasil. Muitos desses pagamentos ocorreram mediante depósitos no exterior, em contas em nome de empresas offshores, o que será objeto de acusação autônoma.

A pena para o crime de embaraço à investigação de organização criminosa qualificado é de 3 anos e 6 meses até 13 anos e 4 meses de prisão. O MPF pediu a condenação, ainda, a uma indenização no valor de R$ 200 mil.

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